No Brasil, sobretudo em urbes de grande dimensão como São Paulo, começa a discutir-se seriamente este tema. Por cá, o assunto é considerado um atentado às liberdades individuais dos cidadãos, como se pode ver em boa parte dos comentários à notícia... Enfim, continuamos cantando e rindo alegremente (mas sempre atrás da carruagem)...
Como é uma medida de alto impacto, especialmente na classe média, o pedágio* urbano foi demonizado na campanha eleitoral paulistana. Chega-se a dizer que esse recurso, imagine, ataca os pobres. Perde-se uma chance, por falta de grandeza dos candidatos, de colocar com transparência uma medida que, mais cedo ou tarde, a cidade terá de tomar --e quanto mais tarde, pior. Até porque o pedágio está cada vez mais caro.
É fácil entender o pedágio quando se mede quanto um motorista gasta a mais por causa dos congestionamentos. Ou quanto se paga nos escorchantes estacionamentos. Ou até no pedágio diário aos flanelinhas.
Paga-se também pedágio nas horas paradas no trânsito, o que significa menor produtividade que se traduz em menos dinheiro no bolso.
Olhando o número de caminhões e automóveis licenciados mensalmente na cidade, constatamos rapidamente que a situação só tende a piorar; são 900 caminhões novos todos os meses. Uma série de cidades tem optado pelo pedágio urbano (e com boa aceitação) porque, ao mesmo tempo em que se tira o carro da rua, aumenta-se a arrecadação para aprimorar os transportes públicos --isso sim beneficia o pobre.
Estamos perdendo uma chance de lançar uma proposta para a sociedade e, pior correndo o risco de lançar a medida quando já tivermos quase nenhuma alternativa. Enquanto isso, os desinformados vão pagando cada vez mais pelo pedágio.
Para não ser injusto, tenho de reconhecer que pela menos um candidato (Soninha**) teve a ousadia de propor a discussão do pedágio urbano. Apenas esse gesto já valeu sua participação na eleição.
Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo
*Portagem
**Sónia Francine
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Portagens urbanas em discussão no Brasil
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Anónimo
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13:27
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Apelo às mulheres com défice de beleza!
E quando pensamos que o mundo já não nos pode surpreender, eis que nos deparamos com preciosidades como esta!!
Apelo inusitado a mulheres com défice de beleza na Austrália
O presidente da câmara de uma remota aldeia mineira australiana fez um apelo pouco habitual num jornal, dizendo que "com cinco tipos para cada rapariga, sugiro que mulheres com défice de beleza venham até Mount Isa".
Apesar de ter usado um termo politicamente correcto para designar as mulheres mais feias, o mayor John Molony não se livrou de críticas por sugerir que estas teriam mais facilidade em encontrar um parceiro numa localidade com tantos homens e tão poucas mulheres, conta a estação de televisão britânica BBC.
Ainda assim, Molony mantém o que disse, garantindo que "é mesmo assim". Mount Isa tinha em 2006 apenas 819 mulheres entre 20 e 24 anos, num total de mais de 21 mil habitantes.
"Acredito que devemos cuidar bem das mulheres", disse Molony, defendendo-se das acusações de sexismo que inundaram os media, tanto de mulheres como de homens. "Sei que há cinco homens para cada mulher [em Mount Isa]. Se é esse o caso, então talvez essa seja uma oportunidade para algumas mulheres sozinhas."
Retirado daqui.
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Sara SC
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14:14
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sábado, 2 de agosto de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Porque a crise toca a todos!!
Ora aqui está uma notícia sui-géneris!! Porque a crise já chegou a todos os sectores de actividade, no Estado do Nevada há um bordel que oferece gasolina como forma de atrair clientes durante estes meses, considerados como a época baixa do negócio.
Notícia integral aqui.
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Sara SC
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15:36
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terça-feira, 8 de julho de 2008
Por vezes também me foge a boca para a verdade

"A Administração Bush pediu desculpa à Itália e ao primeiro-ministro Sílvio Berlusconi pelo “erro muito infeliz” de ter feito distribuir durante a cimeira do G8 uma biografia deste último em que o apresentava como “um dos mais controversos líderes na história de um país conhecido pela corrupção governamental”."
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Anónimo
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18:27
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
Happy Independence Day!
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Anónimo
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13:28
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Será que é desta que este louco sai do lugar?
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Anónimo
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22:39
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Como apagar um fogo com gasolina...
Achei que vale a pena colocar sob a forma de post autónomo a minha resposta a uma questão do César David Sousa:
O FED está aplicar a receita de 2000, quanto estoirou a bolha das dot.com, reduzindo as taxas de juro para níveis baixíssimos durante demasiado tempo. O resultado foi um novo motor para estimular a economia (consumo), via acesso fácil a crédito barato, e uma nova bolha, desta vez na habitação. Os bancos acabaram a conceder crédito a quem efectivamente não podia pagar (os chamados NINJAS = no income no job no assets) que davam como colateral apenas o valor das habitações (crédito subprime). A coisa correu bem enquanto o valor das casas foi aumentando anualmente a uma taxa absurdamente alta e especulativa, incentivando a titularização destes créditos. O problema surgiu quando o FED recomeçou a subir gradualmente as taxas de juro, o que aumentou de forma exponencial os níveis de crédito mal parado, aumentando o número de despejos e diminuindo o valor das casas (com mais casas disponíveis no mercado, o seu valor especulativo diminuiu abruptamente). Este bolha, bem como as suas ramificações cujos impactes se estão a fazer sentir na restante economia mundial, foi identificada em tempo útil, como se pode ver aqui, aqui e aqui.
Baixar as taxas de juro novamente será bom a curto prazo, mas é como apagar um incêndio com gasolina. Os níveis de endividamento vão continuar a crescer, e a bolha irá rebentar lá mais para a frente, só que com maior impacte. Por outro lado, a baixa das taxas de juro (bom como o pacote fiscal do presidente Bush) significam implicitamente que o Governo Americano e o FED optaram por fazer com que TODOS os americanos paguem a crise, via um imposto escondido chamado inflação.
Por outro lado, está-se também a penalizar efectivamente quem adquiriu casa de acordo com as suas possibilidades e não se endividou em excesso, e a premiar quem adquiriu habitações que não tinha condições de pagar (bem como as instituições financeiras que estimularam este comportamento, algumas das quais já teriam falido em situação normal). É um facto moralmente condenável, e também transmite outro sinal aos agentes económicos: os bancos poderão fazer os disparates que quiserem (criando instrumentos derivados cada vez mais complexos e opacos a regulação), pois terão a "mão amiga" do FED para os salvar de situações de falência potencial. Mais valia alguns bancos falirem e os restantes aprenderem a lição. Assim, adia-se o problema para uma próxima crise que irá ser de maior intensidade.
A boa notícia (?) é que provavelmente 1929 não se irá repetir, devido a dois factores:
1) O FED e restantes Bancos Centrais (como o de Inglaterra que injectou milhões de £ no Northern Rock, mesmo sabendo que não existem garantias de crédito no banco) não deixarão falir milhares de bancos como em 1929-32, optando-se por nacionalizá-los e transferir a dívida para os restantes contribuintes;
2) Actualmente, o dinheiro em circulação já não está restringido ao padrão ouro, o que faz com que seja possível aos Bancos Centrais imprimir dinheiro de uma forma praticamente infinita, o que fará com que o impacte seja sentido, mas de forma talvez mais atenuada.
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Anónimo
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16:21
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