Mas alguém me explica isto? O objectivo não era acabar mesmo com as progressões automáticas na função pública?
Deve ser da silly season que vivemos, pois tenho alguma dificuldade em perceber a lógica...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Começar bem a manhã
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Henrique Gomes
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Enquanto andava por leituras antigas...
... Dei com este post nos Ladrões de Bicicletas. Actual, muito actual...
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Henrique Gomes
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Não deixa saudades
O primeiro-ministro, José Sócrates, aceitou hoje a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, na sequência do incidente na Assembleia da República, durante o debate do estado da Nação. A pasta ficará a cargo do actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Reparem bem na cara de Teixeira dos Santos enquanto assiste à performance taurina do ex-Ministro da Economia, que nos deixou para a posteridade cenas tão bonitas como o mergulho com Michael Phelps, a papa Maizena ou a competividade do nosso país via baixos salários... Até percebo que Manuel Pinho se tenha sentido frustrado pelas graçolas lançadas a partir das bancadas da oposição, sobretudo após o esforço que tem tido para manter postos de trabalho (ou pelo menos de minimizar o desemprego em época de crise), mas há coisas que um político NUNCA pode fazer, e esta é uma delas. Pagou o preço de ser alguém de fora do sistema político e de não ter tido a sensibilidade necessária para o cargo de Ministro (tal como Carlos Borrego há alguns anos, lembram-se?). A actuação de Manuel Pinho ficará marcada por este incidente, e não pela manutenção dos postos de trabalho dos mineiros de Aljustrel, por exemplo.
PS - Depois desta deplorável cena de José Eduardo Martins, agora a imagem dos chifres... Haja respeito pelo Parlamento, meus senhores!
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Anónimo
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Será hoje, a partir das 15h, no Auditório 3 da FCG
Portugueses são pobres, estão desmobilizados mas consideram-se felizes
"Pobres, desmobilizados mas, apesar disso, felizes. Somos assim, os portugueses? No final do estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, os investigadores viram-se perante um país socialmente muito frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente. Mas, apesar disso, com altos níveis de satisfação e felicidade.
Há dados conhecidos que o estudo confirma – os que se relacionam com níveis de desigualdades sociais ou taxas de pobreza, por exemplo. Mas Teresa Costa Pinto, socióloga do Centro de Estudos Territoriais, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), diz que a investigação trouxe novidades: “Algumas dimensões da privação alargam-se a outros grupos que não estariam nos 20 por cento de pobres.”"
Notícia completa aqui. O estudo foi promovido pela TESE, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto da Segurança Social, e teve Coordenação Científica do CET-ISCTE.
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Henrique Gomes
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09:48
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Um senhor, este engenheiro...
Para mais detalhes, consultar a página da EMEPC.
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Henrique Gomes
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Até que enfim!

Dias Loureiro terá já pedido a sua demissão do cargo de conselheiro de Estado. De acordo com a SIC Notícias, o antigo dirigente do PSD já terá também solicitado uma audiência ao procurador-geral da República.
A falta de vergonha e o incrível sentimento de impunidade (não apenas de Dias Loureiro) é um dos sintomas de que algo muito podre infecta certa classe política/económica deste país (ou "casta", como muito bem identifica Rui Tavares no Público de hoje). Esta demissão já vem tarde. Pelo menos demasiado tarde para prevenir que Cavaco Silva fique muito mal na fotografia. O mais triste disto tudo é que para desencadear esta demissão foi preciso Oliveira Costa perceber que vai ser o único envolvido que irá preso pelo crime, e não ficando contente com isso, ter resolvido acertar contas com os restantes comparsas da pandilha BPN.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Às vezes penso que lhes faria bem umas temporadas em ditadura para porem as coisas no devido lugar
Tolinhos como estes, se realmente soubessem o sofrimento que implicou a vida sob o jugo de um regime fascista (que eu posso apenas imaginar, pois felizmente já nasci em liberdade), provavelmente pensariam duas vezes antes de chamar fascista ao nosso primeiro-ministro. O direito à indignação é algo inalienável e a diversidade de opiniões também, mas o que estes grupos de alunos instrumentalizados fizeram hoje à tarde não é uma coisa, nem outra.
Não devemos nunca perder a noção da história , para não corremos o risco de repetir os erros do passado. Mas enfim, tendo em conta o estilo "trauliteiro" que actualmente parece ser a norma entre nossos representantes políticos (governo e oposição terão culpas no cartório), se calhar eu nem me devia indignar com estas coisas...
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Perfeitamente justificado
“Aumento de 2,9% na função pública não teria justificação neste momento”, afirmou Constâncio em Abril
Em Abril, após o Banco de Portugal ter revisto a previsão de crescimento da economia portuguesa para uma contracção de 3,7% este ano – confirmando a pior recessão de três décadas em Portugal – e de ter previsto uma deflação de 0,2% em 2009, Vítor Constâncio afirmou que "é evidente [que a actualização de 2,9 por cento para a função pública] não teria justificação perante uma previsão de inflação de -0,2 por cento".
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Bela Vista
José Gomes André, no Delito de Opinião
Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas
Dos cerca de 1500 habitantes do Bairro da Bela Vista devem haver algumas dezenas de delinquentes. É sobre esses que as autoridades deverão actuar, em vez de tratar todo o bairro como um antro de bandidos que volta e meia leva uma rusga policial com as TVs atrás. Nunca foi solução no passado, não sei porque é que continuam a achar que será uma solução no futuro....
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Anónimo
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sábado, 25 de abril de 2009
Abril
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Anónimo
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Ora nem mais!
Estudantes, trabalhadores, recém-nascidos, desempregados, inválidos, idosos - obrigado pelos vossos 30€ para a amiga TAP. A partir de agora, ainda que não tenham visto tenham sequer um avião de perto, receberão gratuitamente em casa um cartão "Navigator" em que serão creditadas milhas por cada greve convocada pelos sindicatos da TAP. As perspectivas de poderem viajar de borla (*) em breve são altas. Temos a felicidade de ter um accionista generoso como você!
Obrigado ainda pelos vossos 200€ para o BPN. Em épocas difíceis como a que atravessamos, o importante manter o espírito de união e o optimismo.. e acreditar nos nossos líderes e gestores.
(*) não inclui as sobretaxas de combustível. É provável que companhias rivais pratiquem preços finais inferiores à própria sobretaxa. É que lidamos bastante mal com essa chatice da "concorrência".. não dava para mandá-los para o aeroporto de Beja ou lá onde é...
(retirado daqui)
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Anónimo
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13:49
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domingo, 22 de março de 2009
Movimento Perpétuo Associativo
Sim, podia ser o Hino Nacional =P
Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!
Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...
Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!
Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...
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Sara SC
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Um país de papagaios
Na passada 2ª feira, em entrevista à SIC Notícias, o Professor Medina Carreira apresentou um conjunto de reflexões bastante interessantes. Gostei particularmente desta:
"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: a guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos.
As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo? «Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"
quarta-feira, 4 de março de 2009
Da importância de um nome
A proliferação de sucedâneos do famoso "Yes, we can" e do não menos famoso "Hope & Change" do novo Presidente dos EUA não perde força, mesmo passados vários meses após as eleições. Ora vejam estes dois exemplos.
Primeiro foi o PCP em outdoors:
Depois foi Sócrates, na sua moção ao congresso do PS:
Além da falta de originalidade, estes senhores esquecem algo importante - a diferença de impacto entre uma coisa e outra(s).
Os EUA elegeram um presidente chamado Barack Obama. Repito: BARACK HUSSEIN OBAMA. Nos EUA. Ora Sócrates ou Jerónimo parecem nomes demasiado banais tendo em conta a realidade lusa. Para haver o mínimo de equivalência entre o que se vê por cá, o(s) candidato(s)vencedores teriam de ter nomes tão ou mais estranhos como Taur Matan Ruak, ou Malan Bacai Sanhá.
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Anónimo
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19:13
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Um bom resumo do negócio CGD-Manuel Fino
O negócio em causa é escandaloso, não obstante poder-se tratar por parte da CGD de uma tentativa de mitigar as perdas num empréstimo.
É escandaloso, porque um financiamento para comprar titulos no mercado de capitais, é intrisecamente diferente de um financiamento para investir numa empresa ou para um particular consumir e pagar do seu fluxo de rendimento futuro. Nestes últimos casos, o fluxo de rendimento que sustentará o endividamento é, sempre, potencialmente incerto e perante uma evolução desfavorável poderá resultar em incumprimento e necessidade de uma renegociação.
Já num financiamento para especular no mercado de capitais, a cotação presente do titulo financiado é conhecida diariamente. Assim, quando esse financiamento é contraído, é suposto o devedor apresentar desde logo garantias em excesso do financiamento (geralmente, os próprios titulos financiados, mais um depósito de titulos ou dinheiro que constitui o excesso). Perante a evolução diária da cotação do titulo financiado, a instituição bancária pode sempre verificar se esse excesso de garantia, a chamada "margem de manutenção", se mantém acima de um dado valor. E se não mantiver, a instituição bancária pode, imediatamente, pedir um reforço das garantias ou a sua execução.
Esta execução, enquanto ainda existem excessos de garantias face ao valor financiado, não necessita de uma negociata. Trata-se simplesmente de vender titulos financiados até ao ponto em que se repõe a margem de manutenção (que constitui a margem de segurança da instituição bancária). Assim, excepto perante um acontecimento catastrófico instantâneo, é quase impossível a uma instituição bancária bem gerida perder dinheiro a financiar a transacção de titulos no mercado - desde que proceda sempre com a diligência descrita.
Ora, a própria necessidade de se ter feito a negociata com Manuel Fino, indica que a CGD não terá procedido com essa deligência, pois se tivesse iria sempre vender (ou absorver) os titulos fruto da garantia a preços de mercado, e não teria que dar opções de compra a ninguém.
Portanto, ou esta negociata foi conscientemente ruinosa, ou a necessidade de proceder a esta negociata nasceu de incompetência na concessão de crédito e gestão das margens de segurança.
(via Think Finance)
O pior é que como Fino, estarão certamente outros (Berardo, Teixeira Duarte, Moniz da Maia...). Quanto tempo faltará até a Caixa ficar com a colecção de arte do Comendador?
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Anónimo
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19:29
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
As diferentes faces de uma mesma moeda!
Retirado deste post, que vale a pena ler na íntegra!
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Sara SC
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13:22
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Censura, porventura?!
Depois disto, notícias como esta já não me deviam espantar mas verdade é que ainda fico boquiaberta!!!
PSP apreende livros por considerar pornográfica capa com quadro de CourbetPois que apreendam este blog, que eu não deixarei de publicar aqui a "A Origem do Mundo"
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Sara SC
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22:50
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Já tem 5 anos, mas podia ter sido escrito ontem
E resume em meia dúzia de parágrafos o que eu gostaria de ter escrito acerca do Carnaval em Portugal...
"O Carnaval português sempre me afligiu. Lembro-me dele quando ainda só era Entrudo e não dispúnhamos daquelas raparigas da Mealhada a dançar na rua, debaixo de chuva, abrigadas pelos seus simpáticos biquinis. Essa é a primeira imagem que me assalta: o frio, o desconsolo meteorológico, a desadequação climática. Isso e os seus desfiles, em carros alegóricos montados em cima de tractores. E dos fatos de má qualidade, de brilho barato, cintilante nos domingos de Fevereiro, escarlates. Tinha pena das raparigas. Também me penalizava pelos rapazes, da cidade ou da província, muito machões durante o ano, mas que no Carnaval se mascaravam de meretrizes ou de tias velhas. Mas, insisto, o pior era o frio de Fevereiro, os chuviscos a meio da tarde, o granizo nas ruas de Ovar, de Cantanhede ou Olhão. Um resto de misericórdia vinha do fundo da consciência pedir protecção para os desfiles.
Aos desfiles, propriamente ditos, vi-os sempre pela televisão e bastou-me: umas raparigas sem o sentido das proporções dançavam muito mal o samba, agitavam bandeirinhas, sorriam, enregeladas, com peças de tule cobrindo uns corpos muito brancos que ainda não tinham feito a dieta habitual antes da época balnear. O corpo das portuguesas, neste domínio, é um campo de sacrifícios: durante o ano alimenta-se bem e corajosamente; entre Abril e Maio começa a penar e a penitenciar-se, preparando-se para a exposição solar do Verão. É um mundo de desgraças. Só o Carnaval, com as suas peças de tule com penduricalhos de brilhantes falsos em cima, permite entrever as carnes esbranquiçadas que hão-de estar mais passadas no S. João. As figuras, dos «carros alegóricos», são o bombo da festa tradicional – políticos da televisão, caricaturas sofríveis, mal pintadas, ditos de gosto duvidoso, misturando a tradição popular da província com a piada do Parque Mayer. Tirando o dr. Alberto João Jardim, saltitando na Avenida Arriaga, no Funchal, os desfiles são pobres. Pobres e cheios de frio.
Depois, há umas actrizes de telenovela portuguesa e os seus companheiros de ofício, que vão também aperaltados no alto dos carros (que lembram, a milhas, os «trios eléctricos» de Salvador, eufóricos e encalorados): também aí é uma desilusão. Sob os tules, vêm mais panos para esconder a «beleza tradicional portuguesa». As actrizes de telenovela brasileira chegaram entretanto para animar um pouco a paisagem: sorriem muito, recebem o cheque, levantam os braços, cumprem a sua função.
Fico sempre espantado com as notícias das televisões, que falam dos «foliões» que aguardam a passagem dos desfiles: e as imagens dão conta de umas famílias apinhadas nos passeios, com os miúdos encavalitados vendo passar o cortejo de horrores. Isto, claro, sem falar da música permanente de «mamãe eu quero, eu quero mamar» que todas as discotecas do Algarve passam aos berros para que comboios de «foliões», organizados com a espontaneidade de uma missa em latim, se meneiem e transpirem adequadamente. Não sei. Não sei. Mesmo para Portugal, é muito horror junto."
Francisco José Viegas, n'A Origem das Espécies
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Anónimo
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Petição Online contra o roubo descarado aos contribuintes
Exmos senhores,
O negócio recentemente anunciado entre a Caixa Geral de Depósitos e Manuel Fino, no que concerne à venda de 10% do capital da Cimpor à CGD, é patentemente ruinoso, injusto e, dir-se-ia, mesmo uma afronta ao povo em geral, e aos investidores em particular.
Não é concebível que para evitar dificuldades financeiras de um especulador, o maior banco do Estado (a CGD) vá ao ponto de lhe comprar os seus investimentos falhados 25% acima do valor de mercado, quando na realidade e perante essas mesmas dificuldades, este especulador ou qualquer outro ver-se-ia sempre forçado a vender essas mesmas posições ao preço de mercado ou abaixo deste.
A diferença entre aquilo que a CGD pagou por esta posição e o preço de mercado, foi uma dádiva pura e simples, de mais de 64 milhões de euros, a este especulador, que se podem considerar retirados directamente dos bolsos do povo português para o bolso do especulador.
Acresce que, não satisfeita, a CGD ainda concedeu uma opção de compra ao especulador, de forma a que se a Cimpor eventualmente valorizasse, o especulador poderia nela reentrar (tornar a comprar) sem risco. Isto é perfeitamente absurdo. A CGD colocou-se assim na posição de assumir todo o risco do investimento por vez do especulador e, ainda pior, desde logo entregou mais de 64 milhões ao especulador, pelo privilégio de fazer um negócio que ninguém aceitaria fazer de livre vontade.
Esta aberração ocorre no mesmo momento em que milhares de investidores se vêem a braços com perdas para as quais ninguém se apresta a suavizar pagando acima do mercado. Ocorre ainda no momento em que Portugal está a entrar numa crise profunda, em que centenas de milhar de pessoas perderão o emprego e, no entanto, é ao especulador que a CGD decide entregar dezenas de milhões de euros. Será isto certo? Obviamente não é.
A ser permitido, este negócio representa a morte da meritocracia neste país. Pensamos que as consequências de sequer se considerar este tipo de negócio, estão a ser subavaliadas pelas instituições.
Pedimos firmemente que, dentro do possível, sejam feitos todos os esforços para determinar a nulidade deste acto pirata sobre o povo deste país.
Atenciosamente,
P.S: Assine a petição para travar este negócio em http://www.ipetitions.com/petition/CGD/
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Anónimo
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16:29
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O Poder e a influência de Sócrates não têm limites
Ou então as nossas forças de investigação, mesmo sendo fracotas, não serão pior que as dos outros:
Dezenas de funcionários do departamento da polícia britânica que estão a investigar a participação de José Sócrates no licenciamento do empreendimento Freeport estão à beira do despedimento por incompetência, noticiou ontem o britânico Sunday Times.
(in Visão)
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Anónimo
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