Hoje estive a ver o filme Zeitgeist. Trata-se de um documentário que pode ser visto no youtube ou no video.google que procura dar fundamentos científicos para a desmistificação de certos mitos como a religião cristã ou dar outras explicações para o que acontece no mundo actualmente. Apesar de em certos pontos ser algo parcial acho que de uma forma geral consegue transmitir a sua mensagem e recomendo vivamente.
No entanto, não focam uma questão que gostava de ver lançada, visto ser uma forte razão para desmentir o atentado de 11 Setembro em Washington. Porque é que o "avião" foi lançado contra o Pentágono e não contra a Casa Branca que fica a poucos kilometros dali?Na minha opinião é um dos factos que não fazem sentido relativamente ao que ocorreu nesse dia.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Zeitgeist
Publicado por
Teco
às
18:36
0
comentários
Etiquetas: Divulgação, Economia, Política, Religião, Televisão
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Alto e pára o baile
Publicado por
Teco
às
19:14
0
comentários
Etiquetas: Causas, Coisas bonitas, Dever Cívico, O nosso futuro, Opinões, País, Política
Sem comentários...
Guilherme Silva, ex-líder parlamentar do PSD, sugeriu, esta terça-feira, no Fórum TSF, que haja plenários da Assembleia da Republica apenas à terça, quarta ou quinta-feira, para evitar o problema das faltas dos deputados que saem mais cedo para o fim-de-semana.
(...)
«É preciso perceber que o Parlamento tem uma representação de deputados de todo o país» e que «a deslocação dos deputados para regressarem aos fins-de-semana às suas famílias tem uma componente humana que também é respeitável», disse o social-democrata.
Para além da absoluta falta de respeito que é afirmar uma coisa destas, nota-se nestas palavras a assunção de um raciocínio lógico que não ocorre apenas neste caso, e que efectivamente é inaceitável: o achar que os políticos, em particular os deputados eleitos, se encontram acima dos restantes cidadãos, e que por isso é necessário dar-lhes mais tempo para estar com a família que ao comum cidadão.
É caso para perguntar: e não se pode despedir um deputado por falta de vergonha? Ou pelo menos descontar cada bacorada no ordenado?
Publicado por
Anónimo
às
13:26
2
comentários
Etiquetas: Política
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Os Dias passam...
E Dias Loureiro continua conselheiro de estado. Apesar das suspeitas (sendo administrador da SLN, não acredito que não tivesse conhecimento do que por lá se passava) e das estórias mal contadas, o Presidente Cavaco Silva, ao invés de convidar o seu ex-ministro a renunciar ao lugar de conselheiro de estado (alguém percebe porque carga de água é que Dias Loureiro ainda não o fez por iniciativa própria, exceptuando talvez a manutenção da imunidade à justiça?) optou por fazer um ridículo comunicado público onde se defende de uma série de "mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome”.
Não é isto que se espera de um Presidente da República.
Publicado por
Anónimo
às
13:13
0
comentários
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Verdadeiramente "todo-o-terreno"
Decorreu ontem, no restaurante do El Corte Inglés, a cerimónia de lançamento do livro de Ana Gomes - "Todo-o-terreno - quatro anos de reflexões". Tive o privilégio de estar presente e já tenho a minha cópia autografada.
Ana Gomes retoma o título da coluna de opinião que assinou, quinzenalmente, na revista “Courrier Internacional”, entre 2005 e 2007, e que constitui a principal fonte dos textos compilados neste livro. Nele inclui também artigos publicados nos matutinos “Diário de Notícias” e “Público”, nos semanários “Expresso”, e “Jornal de Leiria” e ainda nas publicações “Acção Socialista”, “Amnistia Internacional” e “Causa Nossa”.
O livro cobre quase todo o terreno, da actualidade nacional e internacional, desde Julho de 2004, data em que assumiu o mandato de Deputada ao Parlamento Europeu. As visitas ao terreno, em várias latitudes e longitudes, e os contactos directos com actores principais de diversos conflitos, negociações e problemas por esse mundo fora, permitiram-lhe escrever 88 crónicas, reunidas ao longo de 252 páginas, que estão divididas em 14 capítulos, 13 dos quais dedicados aos temas internacionais: os que mais artigos contêm são os que dizem respeito às relações Europa-África, às relações transatlânticas, ao Iraque, à proliferação nuclear, incluindo os desafios colocados pelas ambições iranianas e pelo terrorismo internacional, a Guantánamo e a Timor-Leste.
O último capítulo do livro trata de opções portuguesas, centrado em temas de política Externa e de Defesa. No entanto, são também incluídos textos sobre outros assuntos que marcaram a agenda nacional, como as energias renováveis, o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez e os transgénicos.
Publicado por
Henrique Gomes
às
10:04
1 comentários
Etiquetas: Cultura, Divulgação, Livros, Política
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Os piores de hoje
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se «não é bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem», a propósito da reforma do sistema de justiça.
Teixeira dos Santos é considerado pelo jornal britânico Financial Times como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da UE analisados, com base no fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu.
(Ambas via DD)
PS - No caso deste último até nem concordo nada... comentários? opiniões?
Publicado por
Henrique Gomes
às
20:29
3
comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Economia, Política
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
E se Obama fosse africano?
Muito interessante este texto de Mia Couto, originalmente publicado no jornal Savana de Maputo, a 14 de Novembro de 2008, e retirado daqui.
E se Obama fosse africano?
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”. Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um “não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Publicado por
Sara SC
às
12:22
0
comentários
Etiquetas: Internacional, Mundo, Opinões, Política
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Jardim no seu melhor...
Jardim avalia professores com "bom" por portaria
O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com "bom" os professores em exercício no arquipélago.
"Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom", determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que "o presente diploma entra imediatamente em vigor".
Pelo decreto legislativo regional nº 6/2008/M, de 25 de Fevereiro, o executivo de Alberto João Jardim aprovou o Estatuto da Carreira Docente, incluindo o regime de avaliação, a vigorar na Madeira, mas não procedeu ainda à respectiva regulamentação.
"A fim de evitar hiatos legislativos importa contemplar em sede de avaliação do desempenho, a situação dos docentes" no presente e anterior ano lectivo, justifica a portaria assinada pelo secretário regional da Educação.
Publicado por
Sara SC
às
13:49
0
comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Educação, País, Política
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
República das Bananas
Anteontem um tolinho lembrou-se de agitar a bandeira Nazi no parlamento madeirense, em protesto contra o PSD-Madeira e o seu líder parlamentar Jaime Ramos. No entanto, é de lembrar que este tolinho foi democraticamente eleito para um órgão de soberania, ou seja, mesmo não se comportando á altura do lugar que ocupa, tem toda a legitimidade para lá estar.
Este facto apenas por si mesmo já é lamentável. O que se seguiu foi ainda mais surpreendente: o deputado José Manuel Coelho foi acusado pelo Ministério Público de “propaganda nazi”, viu-se impedido por seguranças privados de aceder aos edifício da assembleia regional, o seu mandato foi suspenso (bem como a sua imunidade parlamentar) pela maioria PSD-M, e por fim esta mesma maioria decidiu suspender o parlamento madeirense até decisão judicial da queixa-crime.
É realmente digno, sim senhor... Mas quem é que o PSD-M julga que é para, mesmo tendo a maioria, se achar no direito de suspender unilateralmente o mandato de um deputado eleito (mesmo que tenha comportamento impróprio), e pior ainda, impedir o seu acesso ao edifício do parlamento madeirense? Isto é uma subversão total do regime democrático!
E o Presidente da República, que anda tão entretido com o regime constitucional dos Açores, não tem uma palavra a dizer acerca disto?
Publicado por
Anónimo
às
10:42
2
comentários
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Passou-se...
Convidada para as jornadas do PSD em Évora, Maria José Nogueira Pinto até começou bem, mas depois a coisa descambou por completo:
“Dar 80 euros a um idoso é um ultraje. É um insulto. Em vez de dar os serviços que eles precisam, seja o apoio domiciliário, o lar, o centro de dia ou a residência. Isso é que eles precisam. Eles não precisam de 80 euros para ir beber cervejas, para ir comer doces, que são diabéticos e ficam doentes, para serem roubados pelos filhos”.
Ora aqui está um belo exemplo de caridade Democrata-Cristã...
Publicado por
Anónimo
às
23:55
5
comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, País, Política
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Já não há pachorra...
Para as acções de promoção ao "Magalhães" que o nosso primeiro-ministro insiste em fazer de cada vez que aparece em público. Com o país em vias de atravessar uma grave crise económica, não ocorrerá mais nada a a José Sócrates do que andar a fazer estas tristes figuras na Cimeira ibero-americana?
"Durante mais de cinco minutos, Sócrates apresentou o Magalhães como sendo «o primeiro grande computador ibero-americano», dizendo mesmo que é uma «espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos».
«Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães - e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães», disse, acrescentando que todos os seus assessores usam diariamente o Magalhães para o seu trabalho."
Esta última frase, então, é mesmo muito boa. Mas o raio do portátil não se destina a crianças?
Publicado por
Anónimo
às
22:29
6
comentários
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Maldade...
Há precisamente um mês, o nosso primeiro-ministro, talvez entusiasmado pelo ambiente de comício que se registou em Guimarães, não resistiu a uma tirada oportunista e pouco reflectida. Claro que só podia sair disparate.
Um mês depois, o ministro Vieira da Silva corrige o tiro e desmente as declarações de José Sócrates, ao revelar que o fundo de estabilização da segurança social (que, pasme-se, tem na sua composição 21% em acções e 3% em imobliário!) desvalorizou 3,14% nos primeiros 9 meses do ano.
Não é de demagogia ("nunca será permitido que as pensões dos portugueses sejam jogadas na bolsa") que os Portugueses precisam, sobretudo tendo em conta a iliteracia financeira da maioria dos cidadãos. Para quem está disposto a investir a longo prazo, não há produto financeiro que apresente melhor rentabilidade histórica do que as acções. Obviamente, é necessário algum estômago para aguentar a volatilidade de curto prazo, mas este é o preço a pagar por uma rentabilidade potencialmente superior - há que assumir mais risco. Rentabilidade sem risco, pura e simplesmente não existe.
Publicado por
Anónimo
às
21:07
0
comentários
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Bons exemplos que vêm de cima
Hoje de manhã cheguei ao carro e reparei que um dos faróis da frente (com apenas um mês de vida) estava raspado, cortesia de um "encosto" dado por outro condutor enquanto estacionava a sua viatura. estava eu a debitar uns quantos palavrões quando reparei que o condutor "faltoso" tinha deixado um papelinho no meu limpa pára-brisas relatando o sucedido e apresentando o número de telefone de contacto. Liguei para o tal número de telefone, com o intuito de esclarecer a situação, e qual não é o meu espanto quando do outro lado da linha me atende... o Ministro da Defesa!
Além de prontamente se ter disponibilizado para custear o arranjo do farol, o Dr. Severiano Teixeira ainda me confidenciou que não quis fugir à sua responsabilidade pois já tinha sido vítima de uma situação semelhante (neste caso, sofrendo o mais tradicional toque e fuga) e obviamente não tinha achado graça nenhuma.
Uma postura assim (séria e honesta) é digna de ser registada, sobretudo vindo de alguém da classe política, que normalmente é (com alguma justiça) criticada nas conversas de café dos Portugueses. Como acredito que os políticos não são todos iguais, deixo aqui este bom exemplo vindo de quem tem a responsabilidade de nos governar.
Publicado por
Anónimo
às
00:31
2
comentários
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Sobre o atraso na entrega do OE...
...não resisto a transcrever esta notícia, retirada daqui.
Este Orçamento «até o Magalhães o abria»
"O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, entregou esta terça-feira no Parlamento o Orçamento do Estado de 2009 numa pequena «pen», que o presidente da Assembleia abriu num computador portátil, escreve a Lusa.
No gabinete de Jaime Gama, Teixeira dos Santos gracejou e garantiu que o orçamento é compatível com o computador Magalhães, que o Governo está a distribuir nas escolas. Este OE, afirmou, «até o Magalhães o abria», disse o ministro, que não prestou declarações aos jornalistas.
O OE 2009 foi entregue no Parlamento às 19h30, três horas e meia depois da hora inicialmente prevista.
Mas os grupos parlamentares, que tiveram acesso ao documento, cerca das 21h30, garantem que apenas tiveram acesso ao articulado da proposta de Orçamento do Estado para 2009, sem relatórios nem mapas, o que «torna o documento ininteligível».
Para o deputado do PCP, Honório Novo, «falta o quadro macroeconómico, o relatório não veio, não há nenhum mapa, nem o do PIDDAC [Plano de Investimentos e Desenvolvimento da Administração Central]. Na prática, não foi entregue o Orçamento do Estado».
«Isto é um mistério que o ministério [das Finanças] vai ter que resolver», afirmou o deputado.
Os partidos da oposição queixaram-se ainda do atraso na entrega, mas o gabinete do presidente da Assembleia garantiu à Lusa que não havia nenhum problema com as cópias do documento.
Atraso na entrega condiciona comentários da oposição
Cerca das 21h, uma hora e meia depois de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter entregue o orçamento, numa «pen», os grupos parlamentares ainda não tinham o documento - nem em cópia nem na base de dados do Parlamento.
Contactado pela Lusa, Eduardo Âmbar, chefe de gabinete do presidente da Assembleia da República, disse que a «cópia da «pen» não é feita automaticamente» e que estavam a ser feitas as cópias. «Não há problemas. É o mesmo processo e não está a demorar mais do que nos outros anos».
Só cerca das 21h, segundo uma fonte parlamentar, as bancadas começaram a receber OE2009, mas apenas a parte do articulado da proposta do Governo, faltando os anexos e os quadros. Posteriormente, segundo fonte parlamentar, o Governo informou as bancadas que às 22h seriam entregues anexos e quadros."
Publicado por
Sara SC
às
11:25
1 comentários
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Outdoor polémico
Não gosto particularmente de José Sá Fernandes mas desta vez tenho de concordar com ele. O vereador do Ambiente e Espaços Verdes mandou retirar, na passada 2ª feira, este cartaz do PNR por considerá-lo como propaganda xenófoba.
É certo que todos temos direito à liberdade de expressão e admito que existam cidadãos nacionais que se revejam na expressão "Portugal aos Portugueses" e "Imigração, Não" mas duvido que um povo como o nosso, que tantas vezes se viu (e vê) forçado a emigrar, se sinta confortável com a agressividade e intolerância deste outdoor. Acredito que a liberdade de expressão de cada um termina onde começa a liberdade e integridade moral dos outros.
Quanto à legalidade ou não da acção de José Sá Fernandes, deixo isso para outros fora.
Publicado por
Sara SC
às
13:41
0
comentários
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Worst EU Lobbying Awards 2008
The idea behind the Worst EU Lobbying Awards is to discourage controversial lobbying practices by exposing them to the public. Thousands of corporate lobbyists roam the corridors of power in Brussels. Operating out of the spotlight, many of them do not hesitate to employ improper methods, like pretending to be concerned environmentalists, buying science, secretly funding anarcho-capitalist think-tanks, or securing privileged access to EU decision-makers
(...) Last year, German car makers BMW, Daimler and Porsche won the ‘Worst EU Lobbying’ Award 2007 for their misleading and scaremongering lobby campaign to water down EU curbs on CO2-emissions from passenger cars. The German Atomic Forum received the special ‘Worst EU Greenwash’ Award for its campaign “Germany’s unloved climate protectionists”, which tried to greenwash the image of nuclear power plants.
Se quiserem saber mais podem consultar aqui. A votação deste ano começa no dia 13 de Outubro.
Publicado por
Henrique Gomes
às
10:28
1 comentários
Etiquetas: Causas, Coisas bonitas, Política
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
E ninguém deu pela falta do homem?

Paulo Portas escondeu demissão de vice-presidente Nobre Guedes durante um ano
Será que a restante direcção ainda está em funções? Ou melhor, será que o CDS/PP ainda existe?
Publicado por
Anónimo
às
11:09
0
comentários
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Estado Social vs. Assistencialismo
O recente caso da Quinta da Fonte teve pelo menos o mérito de "obrigar" o país a ver o óbvio e a discutir soluções para os problemas do actual sistema de apoios sociais aos mais desfavorecidos (e que infelizmente, devido a práticas de fiscalização e implementação pouco eficazes, tem conduzido à proliferação de esquemas iníquos capazes de pôr em causa todas as boas intenções por detrás destas políticas).
Sou totalmente a favor de um Estado Social que garanta um rede de protecção mínima a quem, por um qualquer azar na vida, venha a deparar-se com uma situação de subsistência bastante complicada (nunca se sabe se não poderemos ser nós a necessitar destes apoios). Nesta rede de protecção englobo o RSI, o subsídio de desemprego e restantes prestações sociais.
Agora, é totamente inadmissível e socialmente injusto que alguém que beneficie do RSI (aqui distingo os que realmente necessitam de um determinado "empurrão" numa altura de carência, daqueles que se constituem como autênticos "profissionais" da caça ao subsídio, apesar de estarem totalmente aptos a trabalhar) tenha melhores condições de vida do que muitos cidadãos que se esforçam a trabalhar e a produzir algo de útil à sociedade (quanto mais não seja, porque pagam os impostos decorrentes da(s) sua(s) actividade(s)). Não é possível nem sustentável a existência de subsídios à ociosidade que acabem por desincentivar a procura de trabalho. Penso que esta procupação é transversal à esquerda e à direita (independentemente de uns defenderem a solidariedade e outros a caridade). Isto não é Estado Social, isto são meras políticas de assistencialismo, de atribuição de direitos sem os respectivos deveres (integração na comunidade num patamar minimamente aceitável e cumprimento das mais elementares regras de convivência em sociedade). Nem sequer o país tem dinheiro para estes desvarios, como se vê pelo gradual esmagamento da classe média, incapaz de aguentar mais aumentos de impostos para sustentar o peso excessivo das despesas do Estado.
Há que defender o Estado Social, e sem dúvida que esta deve ser uma preocupação central das políticas de esquerda. Não aspiro a viver numa Lei da Selva, onde apenas sobrevivam os mais fortes. Agora, não posso deixar de criticar um sistema que, apesar das suas evidentes virtudes, cria situações de parasitismo social sustentado por parte da população que, ela própria, também vive com dificuldades. Os princípios da protecção social têm de ser direccionados para aqueles que realmente necessitam, que por questões de saúde ou outras não podem trabalhar ou que já trabalharam e merecem a justa compensação pelo tempo em que o fizeram.
Publicado por
Anónimo
às
22:04
2
comentários
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Para inglês ver
Tenho a dizer que o estado do tempo de hoje traduz a minha perspectiva do Pais no futuro próximo, nublado com uma forte probabilidade de chuva, ou no nosso caso concreto, estamos mal e provavelmente vamo-nos afundar.
Na minha opinião isto está relacionado com um comportamento que se traduz pela expressão "para inglês ver", que vivemos em Portugal num estado permanente. No meu local de trabalho assisto a isso, e sendo um sector estatal crítico acho abjecto tal acontecer (se por acaso morrer nos próximos dias é porque pretendo efectuar uma queixa a quem de direito).
Mas pior é o que foi hoje noticiado relativamente aos resultados dos exames nacionais de matemática do 9º ano. Face ao que eu vi do exame e aos comentários elaborados pelos professores de matemática o exame em causa foi de um facilitismo absurdo e mesmo assim o saldo final foram 44,9% de negativas. Traduzindo por miúdos significa que mesmo com uma "ajudinha" quase metade dos alunos não é capaz de passar a matemática, e isso é grave, e deixa-me lixado (para não utilizar outro verbo). Devo admitir que vindo de um sistema de ensino estrangeiro isto tudo me parece algo estranho, do mesmo modo que não compreendo como é possível alguém acabar o secundário e candidatar-se à faculdade com nota final 20, quanto mais várias pessoas por ano ficarem nessa situação (claramente devemos ser um povo especial porque tal não ocorre com tanta frequência nos restantes países da Europa).
A nossa sociedade vive numa falácia em que se utilizam diversas artimanhas para simular um estado da nação muito melhor do que o existente.É preciso uma injecção de honestidade no sistema porque senão não saímos da cepa torta.
Hoje estou triste com o pais em que vivo e acho que vocês também deveriam estar. Notem que digo isto não no sentido de "Abaixo o governo" mas sim no sentido "Abaixo a mentalidade mesquinha portuguesa". Queremos ser grandes, ser campeões da Europa em futebol, apresentar factores de crescimento equiparáveis ao resto da UE e no entanto vivemos na mediocridade não só económica mas também intelectual.
Expliquem-me, vocês políticos, qual a razão dos programas e livros do ensino (seja ele qual for) mudam todos os anos?Será que a matemática a esse nível muda de ano para ano, ou a física, ou a química...?
Quando conseguirem responder a esta questão temos um principio sobre o qual podemos começar a trabalhar. Sem bases não se pode avançar.
Publicado por
Teco
às
11:25
3
comentários
Etiquetas: Causas, Dever Cívico, Educação, Política
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Sobre democracia (II)
Publicado por
Henrique Gomes
às
17:51
0
comentários
Etiquetas: Dever Cívico, Internacional, Política


