quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dia Mundial da Poupança

É hoje. E a avaliar pelos níveis de sobreendividamento dos Portugueses, bem precisa de divulgação... Isto se o ordenado chegar ao fim do mês, claro está.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Economia Informal

Mais uma contribuição do João Monteiro, que vale a pena publicar:


"Apesar dos salários serem menos de metade dos praticados na Europa, somos os menos adeptos da economia informal, ou seja, aquela que foge aos impostos... longe vão os tempos da feira da ladra, de Carcavelos ou Cascais, vivemos bem, compramos nos shoppings. Ao fim e ao cabo é a marca que mais interessa e não o preço.


Claro que quem vive na Ásia adora a economia informal. Comprar DVD a 40 cêntimos; camisas Hugo Boss a 12 euros, malas a tira-colo Timberland a 4 euros... tudo "cópia original", he he, viva o Vasco da Gama!"


The underground economy

A grey area

Oct 29th 2007
From Economist.com

MANY people have enjoyed the fruits of someone else's undeclared labour, whether buying a cheap DVD from a street-seller or paying the gardener in cash. In a poll of the EU's 27 member countries, Denmark and the Netherlands are the (self-confessed) biggest users of the underground economy. In both countries 27% of respondents said they had acquired goods or services in the past year which they thought involved undeclared work. Less than 10% of people in Germany and Britain admitted acquiring something on the sly, below the EU average of 11%. Cypriots are the most law-abiding.



(Fonte AP)

Escola Pública vs. Privada

Acerca deste tema, recomendo vivamente a leitura dos posts de Pedro Sales no Zero de Conduta:

A Distopia Liberal da Escola Pública I, II, III e IV

"O colégio São João de Brito é da Companhia de Jesus, a qual tem mais duas escolas com ensino secundário. O Instituto Nun´Álvares, em Santo Tirso, e o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache - Coimbra. Como acontece com quase todas as escolas privadas no interior, têm um contrato de associação com o Estado. Ao contrário do São João de Brito, recebem alunos de todas as classes sociais. A Companhia de Jesus afirma que os métodos de ensino, contratação e formação de professores são idênticos. Quais são, então, os resultados? O Nun´Álvares ficou em 177.º, a Imaculada Conceição em 91.º. Há quatro anos, ficaram em 164.º e 249.º, respectivamente. O São João de Brito, com os mesmos métodos pedagógicos e de ensino, ficou este ano em 3.º no ranking e, há quatro anos, foi a"melhor" escola...

Questionado, na altura, pelo "Público" sobre essa brutal disparidade entre uma escola que recruta os seus alunos entre a elite da elite e dois colégios privados com todo o tipo de estudantes, o responsável pelo São João de Brito diz que “o Colégio de Coimbra fica num meio paupérrimo”. “é um meio rural, com fraco nível cultural. Teríamos outra posição no ranking se estivéssemos mais perto de Coimbra”. Pois é, teria a Companhia de Jesus e a escola secundária de Alpiarça ou a de Campo Maior. Mas não têm, o que não as impede de ver na comunicação social que as escolas privadas são melhores do que as públicas. Uma leitura redutora que, como se vê, tem os seus dias. Ou melhor, os seus sítios e classes sociais."

Recomendo também a leitura integral da entrevista dada hoje ao DN pela Ministra da Educação Maria de Lurdes
Rodrigues, da qual destaco estes pontos lapidares:

"Mas há uma enorme diferença
entre as públicas e as privadas: a possibilidade de escolha dos alunos. Uma escola pública está obrigada a receber todos os alunos da área geográfica, não pode accionar nehum mecanismo de selecção dos melhores nem de deixar para trás ou não levar a exame os alunos com maior dificuldade. Isso faz toda a diferença.[...]

[...]Mesmo considerando que temos meia dúzia de escolas [privadas] boas, os alunos não cabem lá todos. Por isso, não é possível o princípio de liberdade de escolha, nem é possível essa "valentia" dos privados de quererem tomar conta dos alunos. A liberdade de escolha é uma bandeira usada pela Direita em que a liberdade de escolha serve sempre para os mesmos. Porque alguns não a têm e continuam a não ter. O desafio é dar um ensino público de qualidade a todos."


PS- Estudei na Escola Preparatória Pedro D'Orey da Cunha e na Escola Secundária D. João V, ambas na Damaia, e ambas com um número de alunos problemáticos bem acima da média nacional. Alguns deles alunos foram meus colegas de turma.

O enquadramento social menos favorável destas escolas não me impediu de terminar o ensino secundário com 15 valores e ingressar na Universidade Nova de Lisboa, onde me licenciei em Eng.ª do Ambiente em 2004 (curiosamente também com 15 valores).

Existem coisas a melhorar na escola pública (maior estabilidade do corpo docente, coerência nas das políticas de ensino sem reformas novas todos os anos, maior envolvimento dos pais no processo de aprendizagem, maior responsabilização e exigência aos alunos...), mas não resolvemos o problema ao privatizar o ensino.

E vão 8...



Mais um jogo, mais uma vitória sem espinhas. Bis de Lisandro e Tarik a compor o ramalhete.

Se esta pedalada continua, o campeonato vai ser um passeio...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Divulgação Social

Programa Ser Humano da TESE, uma jovem ONG portuguesa que continua a crescer.


Sobre a crise nos mercados financeiros

Vale a pena ler este artigo do Monde Diplomatique, é um pouco longo mas explica muito bem a actual crise dos mercados de crédito.

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, DESACELERAÇÃO ECONÓMICA

O mundo refém do poder financeiro

por Frédéric Lordon

«A tempestade que está a atravessar os mercados financeiros vai pesar no crescimento mundial», considera John Lipsky, director-geral adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mais desejosos de tranquilizar a opinião pública (e os investidores) do que Lipsky, os governos dos Estados Unidos, da Europa e do Japão pensam que as flutuações bolsistas serão apenas um simples acidente de percurso num céu limpo. A agitação foi desencadeada pela falência nos Estados Unidos de um mercado imobiliário transbordante de créditos imprudentemente distribuídos. Com efeito, apenas no segmento dos empréstimos de maior risco (subprime), os empréstimos hipotecários em circulação devem ascender a 1,3 biliões de dólares. Entre um e três milhões de americanos poderão ser obrigados a vender a sua habitação. Propagando o perigo a toda a economia mundial, a inovação financeira sem qualquer controlo foi favorecendo progressivamente a bolha imobiliária, a crise da habitação e a especulação. Uma nova expansão do crédito talvez contivesse (ou adiasse) alguns dos danos causados, mas encorajaria os «matemáticos loucos de Wall Street» a uma recidiva. Significa então que a próxima crise já está anunciada?

Artigo completo aqui.

domingo, 28 de outubro de 2007

Oi

Pediram-me para participar nesta iniciativa e é o que faço com esta mensagem.
Infelizmente não tenho o tempo necessário para ler os jornais que queria ler, nem sequer para ver telejornais, com sorte consigo ouvir as noticias na rádio.Por isso não consigo dar opiniões tão bem formadas como outros intervenientes neste blog.
Verdade seja dita de um modo geral nem sequer tenho tempo para estar aqui a escrever, hoje faço-o porque estava farto de trabalhar, e para deixarem de me chatear com a minha não-participação.
Escrevi este texto logo participei, ou não? Talvez deva falar de qualquer coisa inteligente para ficar enquadrado no meio dos outros textos.
Pensei, pensei e pensei mais um bocado até que me cheguei à conclusão que hoje definitivamente não tinha nada de útil para dizer.
Cya
PS:Se forem ao Palácio da Ajuda ver a exposição do Museu Hermitage [www.hermitagemuseum.org] recomendo que façam alguma pesquisa sobre esse periodo da história russa para perceberem os itens que lá são mostrados.

sábado, 27 de outubro de 2007

Nem tudo foi porreiro, pá!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A Pegada Ecológica do Parlamento


A Visão desta semana, dedicada ao ambiente, apresenta os resultados de um mês de avaliação dos hábitos dos nossos deputados. Conclusão: em média, cada parlamentar necessita de 7,2 hectares para suprir as suas necessidades e assimilar os resíduos produzidos. Este valor está bem acima dos 4,5 hectares que correspondem à média nacional e corresponde a quatro vezes os 1,8 hectares de área biologicamente produtiva por pessoa que existem na Terra.

Os resultados variam consoante o partido político, e apresentam alguns dados interessantes:


BE - Pegada média 3,2 ha. 1 deputado acima da média nacional, 7 abaixo;
PEV - Pegada média 4,2 ha. 1 deputado acima da média nacional, 1 abaixo;
PCP - Pegada média 6,7 ha. 12 deputados acima da média nacional, 0 abaixo;
CDS-PP - Pegada média 6,7 ha. 10 deputados acima da média nacional, 2 abaixo;
PS - Pegada média 6,9 ha. 98 deputado acima da média nacional, 22 abaixo;
PSD - Pegada média 8,7 ha. 65 deputado acima da média nacional, 11 abaixo.

Portanto, o BE é o partido com maior consciência ambiental, seguido pelo PEV. O PS e os partidos à direita ficam mal na fotografia. Para quem afirme que o Ambiente é uma bandeira da esquerda, estes resultados dão-lhe razão.

Como bons exemplos temos os deputados João Semedo (BE, 2,6 ha), Ana Drago (BE, 2,7 ha), Matilde Sousa Franco (PS, 2,8 ha), Helena Pinto (BE, 2,8 ha), Luís Carloto Marques (MPT, 3,0 ha), Francisco Louçã e Luís Fazenda (BE, 3,0 ha) e Miguel Coelho (PS, 3,2 ha)

Os maus exemplos vêm quase todos do PSD: Jorge Neto (20,1 ha), Miguel Santos (15,7 ha) Raul dos Santos (14,5 ha) e Hugo Velosa (13,1 ha). Pelo meio encontramos Mota Andrade (19,1 ha), do PS.

PS - A minha pegada ecológica corresponde a 3,2 ha. Pode calcular a sua aqui.

É que ele até é bom rapaz...

Bombeiro com excesso de álcool condenando a multa de 600€

O bombeiro (...) admitiu no julgamento (...) que conduzia uma ambulância com dois passageiros a bordo (uma utente e acompanhante) depois de ter ingerido álcool.

O arguido foi interceptado pela BT (...), e, depois de sujeito ao teste de alcoolemia, foi-lhe detectada uma taxa de 1,4 gramas de álcool por litro de sangue, muito acima da permitida por lei (0,50 gramas/litro de sangue).

O bombeiro (...) justificou aqueles valores com o álcool ingerido na madrugada do dia 26 de Setembro, no decorrer de uma festa de anos de um amigo. No entanto, reconheceu que (...) ainda bebeu «um copo de vinho ao almoço» e, no regresso a Vinhais, ingeriu «uma cerveja» ao lanche», pouco antes de ter sido mandado parar (...).

(...) (A) sentença que foi agravada pelo facto de o arguido já ter dois antecedentes criminais, um dos quais também relacionado com a condução sob o efeito de álcool.

«Era-lhe exigido que, pelo menos a partir das 09:30/10:00, não bebesse mais», salientou o juiz.

(Via, Diário Digital)

Portanto, toca a beber a noite toda e ir conduzir na mesma no dia seguinte - em especial se a profissão for conduzir ambulâncias, que desde que se evite um copo de vinho ao almoço e uma cerveja ao lanche, não deve haver problema.

Até pode ser bom rapaz, mas reincidir!? Para mais com a responsabilidade que tem? Será que a culpa é só dele? Enfim, Portugal no seu melhor...