Aconselho vivamente a leitura deste post do Pedro Correia, no Corta-Fitas.
Concordo plenamente que não se deve tolerar quem não tolera; concordo também com a Cristina Ribeiro quando afirma que a religião muçulmana vai muito além destes extremistas.
Conheço de forma mais ou menos próxima membros da comunidade muçulmana em Portugal (e também lá fora) e nenhum dos que conheço alguma vez aprovou tais comportamentos, muito pelo contrário.
Ainda falta contudo, uma tomada de posição mais forte e séria de quem corre o risco de, ao fim e ao cabo, vir a ser metido no mesmo saco (se já não o é) e ver isso afectar seriamente a sua vivência diária.
Vão levar o seu tempo, mas creio que mais cedo ou mais tarde irão perceber que terão de ser os próprios (muçulmanos mais liberais) a começar a resolver internamente o problema da ignorância/intolerância a que algumas facções chegaram, nomeadamente através da condenação pública e veemente destes comportamentos e remoção das ideias feitas das cabeças dos seus jovens - sem medo de serem mal vistos pelos restantes membros da sua comunidade! (principalmente nos países ditos de maioria muçulmana)
Porque a nós "infiéis", nenhum ayatolah mais conservador irá ouvir com certeza...
P.S. - Convém irmos estando também atentos ao que se vai passando lá do outro lado do Atlântico, onde o fundamentalismo religioso sempre esteve presente desde há alguns bons anos...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Vale a pena ler
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Henrique Gomes
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Etiquetas: Blogosfera, Política, Religião
Prioriades...
Pilates e Aeróbica para o Povo, já!
Num país com o custo de vida ao rubro, Sócrates quer as pessoas a fazer exercício físico, de tal forma que até baixou o IVA nos ginásios. É caso para dizer: Somos pobres, mas fisicamente honrados.
(Via Expresso)
Eu até agradeço - baixa-me a mensalidade no Babilónia, mas com certeza não seremos muitos! Só se a lógica é: poupam no ginásio assim já podem acomodar o aumento nos bens essenciais, combustíveis, transportes públicos...
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Henrique Gomes
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19:08
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Vi ontem e gostei (III)

Gastam-se 500 milhões em armamento, mas no fim recusa-se gastar 1 milhão para reconstruir uma escola... Mais uma vez, não dei o meu tempo por mal empregue. 3 excelentes interpretações (Tom Hanks, Philip Seymour Hoffman e Julia Roberts - em grande forma) e um filme que vale mesmo a pena ver, até para perceber um pouco melhor porque é que o Mundo, hoje, é um lugar menos seguro do que há 20 anos.
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Anónimo
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10:20
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Etiquetas: Cinema
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Liberalismo de pacotilha
Pedro Magalhães, Liberalismo de pacotilha, hoje no Público. Imprescindível. Excertos:
«Os melhores colunistas e comentadores dos jornais portugueses andam por estes dias algo irritados com a crescente regulação dos comportamentos individuais pelo Estado ou até, simplesmente, com o esforço para efectivamente sancionar violações de regras já existentes. [...] Há dias circulava uma petição onde, a propósito de uma alegada proibição de servir cafés em chávenas de porcelana, se invocavam ameaças à “cultura” e à “tradição”, esmagadas pela fúria normalizadora e moralizadora da ASAE. O facto de essa proibição nunca ter realmente existido já seria um indicador interessante do grau de racionalidade do argumento, mas nem é o único. [...] E não consigo afastar a ideia, porventura injusta, que mesmo aqueles que desinteressadamente invocam argumentos “culturais” a propósito destes assuntos são um pouco como aqueles turistas do Norte da Europa que nos visitam todos os anos: o “pitoresco” é muito giro para visitar e saber que existe, desde que sejam os outros a levar com ele todos os dias. Um segundo argumento é aquele que vê a proibição pelo Estado de determinados comportamentos individuais como um invariável atentado à liberdade, ou até um primeiro passo na abolição de direitos políticos fundamentais. Ao invocar-se a este respeito uma concepção liberal da autonomia individual e do papel do Estado, até se dá a este argumento uma embalagem sedutora. O problema é que estes liberais não devem ter lido o seu John Stuart Mill até ao fim. Para o liberalismo, cada indivíduo é o melhor juiz dos seus próprios interesses, e não deve caber ao Estado proibir determinados comportamentos, mesmo que eles possam ter consequências nocivas para aqueles que os adoptam. O uso da coerção nestas circunstâncias, mesmo com as melhores intenções, pode e provavelmente deve ser visto como paternalista e contrário à liberdade. Mas até os libertários reconhecem, seguindo Mill, que esse raciocínio se aplica exclusivamente aos comportamentos que não têm consequências nocivas para os outros. Quando essas consequências existem, como é manifestamente o caso do fumo em locais públicos, do estacionamento selvagem ou da condução sob efeito do álcool ou em excesso de velocidade, a invocação da liberdade individual como justificação para a não intervenção do Estado é insustentável. [...] Resta um terceiro argumento, o dos fatalistas. Estes até desejariam que os portugueses fossem mais ou menos civilizados e capazes de imaginar que as regras não são apenas para os outros. [...] Mas suponho que estes fatalistas nunca terão tentado entrar com um carro no centro de Londres, estacioná-lo em segunda via em Frankfurt ou deixá-lo parado em frente a um terminal em JFK “só um bocadinho que estou à espera de uma pessoa”. Se o tivessem feito, teriam talvez ficado com dúvidas sobre aquilo que realmente causa o comportamento “civilizado”: a cultura cívica, ou, pelo contrário, instituições, regras e um aparelho coercivo disposto a aplicá-las sem contemplações. Quem tenha vivido algum tempo nestas sociedades terá certamente verificado como pessoas de todas as culturas, “cívicas” ou não “cívicas”, se civilizam com uma rapidez surpreendente. O moralismo com que a legislação sobre o tabaco é apresentada por alguns dos seus defensores incomoda-me, e o mesmo sucede em relação ao crescente espalhafato da actuação da ASAE. Mas incomoda-me ainda mais verificar como pessoas que julgamos serem sensatas se revelam, neste caso, totalmente incapazes de se posicionarem sobre estes temas sem ser com um absolutamente transparente egoísmo, ainda por cima mal disfarçado de uma espécie de liberalismo de pacotilha, ele próprio moralista e paternalista, incapaz de imaginar que aqueles que querem apenas um pouco menos de caos e um pouco mais de respeito nas suas vidas quotidianas também amam a liberdade. Mas suponho que, num certo sentido, isso acaba por confirmar em parte os argumentos dos fatalistas: quando são os principais responsáveis pela aplicação das regras a minar a sua legitimidade no primeiro momento em que elas se aplicam a eles próprios, tal como sucedeu com a argumentação patética do director do ASAE no caso do “fumo do casino”, que mais poderíamos esperar?»
(via Da Literatura)
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Anónimo
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16:21
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Personalidades que, de alguma forma, contribuiram para a história da humanidade
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Anónimo
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10:36
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Etiquetas: Internacional
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Prevenção da poluição do ar
Cara Sofia, o exemplo asiático já foi seguido por cá... em alguns aspectos somos mesmo muito à frente. E esta hein?
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Anónimo
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13:55
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Etiquetas: Coisas bonitas
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Desejos para 2008
No inicio do ano é normal pedirmos desejos para o ano que se segue e tomarmos decisões relativamente a mudanças que pretendemos empreender na nossa vida, aqui vão algumas minhas.
Desejo:
- Que as pessoas se tornem mais civilizadas.
- Que o Benfica seja campeão.
- Que o sistema judicial começe a funcionar como deve ser.
- Que os politicos começem a governar de forma consciente.
- Que as forças de segurança começem a ter os meios que merecem.
- [Insert your wish here]
Bem pelo menos escrevi não é Pedro?
Bom Ano para Todos
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Teco
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19:31
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Etiquetas: Pessoal
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
E o prémio "Primeira alarvidade do ano" vai para...
Além de ser uma estupidez absoluta, constitui também um precedente muito perigoso.
Eu copio sempre a música dos CDs que adquiro para o meu computador, e ainda bem! Caso contrário teria ficado literalmente sem nada de jeito para ouvir, no dia em que me assaltaram o carro e roubaram os álbuns que lá tinha.
A alternativa, para as editoras, é bem melhor: toca de comprar tudo outra vez...
*Via Zero de Conduta
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Anónimo
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19:04
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Etiquetas: Internacional, Música
Para todos...
Um feliz 2008.
PS - O meu não começou nada mal: Na companhia dos restantes bloggers desta casa e amigos, ao som dos The Gift e DJ set de Buraka Som Sistema no Casino Lisboa, e com 23,5€ ganhos numa slot-machine. Porreiro, pá! Ficou a noite paga...
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Anónimo
às
16:10
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Etiquetas: Coisas bonitas



