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terça-feira, 18 de maio de 2010

Cafés e esplanadas de que gosto, em Lisboa (II)

Continuando perto de casa, deixo aqui mais um local de que gosto. Não é propriamente um café, embora se possa beber por lá uma bica.

  • Bar Arcaz Velho, na Calçada do Forte em Alfama


É bastante cozy, tem bom aspecto e o pessoal é mesmo muito simpático. Bom para ir à noite beber um copo em ambiente de Bairro Alto, mas sem a confusão.

domingo, 11 de abril de 2010

Cafés e esplanadas de que gosto, em Lisboa (I)

Aproveito o dia excelente para iniciar uma série de posts acerca de cafés e esplanadas de que gosto, em Lisboa. São sobretudo locais onde é bom estar e, tão ou mais importante é possível ler um livro ou simplesmente conversar em sossego. Começo pela freguesia onde resido (S. Vicente de Fora), e por dois dos meus locais favoritos: 

  • Café Clara Clara, no jardim Botto Machado, Campo de Santa Clara:



  • Claustro do Mosteiro de São Vicente de Fora:


Mais se seguirão, futuramente.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Joana Vasconcelos no CCB

"Sem rede" é a exposição antológica da artista plástica Joana Vasconcelos, em exibição no Museu Colecção Berardo/CCB até 18 de Maio.

Peças e experiências a registar:

Strangers in the Night, ouvir Frank Sinatra num sofá luminoso


Cinderela, com tachos e panelas


Corações Independentes: ao som da voz de Amália, 3 grandes corações de Viana feitos de talheres de plástico, que replicam a técnica da filigrana


Terminar com um belo passeio pelo Jardim do Éden

segunda-feira, 15 de março de 2010

La Traviata...

De Giuseppe Verdi, pela Ópera Estatal Russa de Rostov
Local: Coliseu dos Recreios
Data: Domingo, 14 de Março de 2010


Apesar da acústica do Coliseu estar longe de favorecer uma ópera, alguns momentos deixaram-me com os cabelos da nuca arrepiados e o coração a bater mais rápido!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Terminadas las vacaciones...

Eis-me de volta ao blog. Aparentemente este espaço também tirou férias, tendo em conta os níveis recentes de actividade. Nos próximos dias vou deixando aqui um best of da minha viagem por Barcelona, Clermont-Ferrand e Lyon.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A hora de Baco

Inicio aqui uma nova rubrica de blog, contendo a apreciação dos vinhos que vou bebendo por este país fora. Não sou nem de perto nem de longe um especialista (apenas um interessado no tema), por isso dêem algum desconto às minhas análises...

Primeira prova: um Convento da Vila Colheita Seleccionada 2006 (tinto), produzido pela Adega Cooperativa de Borba.

Castas: Trincadeira, Aragonez, Castelão
Teor Alcóolico: 13º

É um vinho de cor granada escuro, apresentando lágrima com alguma persistência. No nariz apresentou aroma frutado, embora não muito exuberante. A primeira impressão manteve-se mesmo passado algum tempo, o que parece indicar que este vinho não evolui muito em copo. Na boca apresentou-se pouco encorpado, mas com bom final . De taninos suaves e pouca adstingência, é claramente um vinho que agradará às massas. Ao contrário da nota de prova que acompanha o vinho, não detectei as notas de chocolate e baunilha, apenas um ligeiro aroma balsâmico (embora este tipo de avaliação seja sempre muito subjectivo, e varia muito com a sensibilidade de cada um).

Em conclusão, não é um vinho excepcional, mas é uma boa escolha para beber no dia a dia tendo em conta o seu preço (3 a 4€ consoante se compre na adega ou numa superfície comercial) ou para servir num jantar com amigos, sem nos deixar mal vistos - 6,5/10.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dali: Sonhos de Literatura e Escultura

Hoje é o último dia para ver a exposição "Dali: Sonhos de Literatura e Escultura", patente no centro cultural Palácio do Egipto, em Oeiras.

É uma exposição relativamente pequena mas muito interessante, que revela a veia de escultor e desenhador de Salvador Dali.

Aqui ficam algumas imagens...























sexta-feira, 7 de agosto de 2009

My city







domingo, 5 de julho de 2009

Delta Tejo, 04/07/2009

Para quem não assitiu, aqui vão umas amostras via Youtube:






BTW, não me parece que um concerto como o da Vanessa da Mata (do qual gostei, não me interpretem mal) faça muito sentido no final de um festival ao ar livre. Penso que seria muito mais adequado na Aula Magna, por exemplo. Aliás tendo em conta a quantidade enorme de pessoas que abandonaram o concerto antes do final, penso que esta opinião não é apenas minha.

domingo, 10 de maio de 2009

Feira do livro 2009 - balanço

Bom, depois de três visitas à edição deste ano da Feira do Livro, vou dar por encerradas as minhas compras. Como sempre, não consegui cingir-me à wishlist e lá tive de comprar mais dois livros para além dos que queria:



Preços simpáticos, e uma imagem renovada para este ano (mais alegre e com mais esplanadas). Gostei!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Leitura de cabeceira (XV)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Feira do Livro 2009 - wishlist

Ainda não tive oportunidade de visitar a edição deste ano da Feira do Livro, mas quero fazê-lo brevemente. Já comecei a fazer a minha lista de compras, que partilho aqui:





quinta-feira, 2 de abril de 2009

Leitura de cabeceira (XIV)


What went wrong with American business at the end of the 20th century? Until the spring of 2001, Enron epitomized the triumph of the New Economy. Feared by rivals, worshipped by investors, Enron seemingly could do no wrong. Its profits rose every year; its stock price surged ever upward; its leaders were hailed as visionaries. Then a young Fortune writer, Bethany McLean, wrote an article posing a simple question – how, exactly, does Enron make its money? Within a year Enron was facing humiliation and bankruptcy, the largest in US history, which caused Americans to lose faith in a system that rewarded top insiders with millions of dollars, while small investors lost everything. It was revealed that Enron was a company whose business was an illusion, an illusion that Wall Street was willing to accept even though they knew what the real truth was. This book - fully updated for the paperback - tells the extraordinary story of Enron's fall. Bethany McLean and Peter Elkind are Fortune senior writers. McLean's March 2001 article in Fortune, “Is Enron Overpriced?,” was the first in a national publication to openly question the company’s dealings. Elkind, an award-winning investigative reporter, has written for The New York Times Magazine and The Washington Post.

Até agora tenho-me deparado com um cocktail explosivo: Yuppies arrogantes, ganância, corrupção e falta de ética - You name it. Alguns chamar-lhe-ão capitalismo selvagem, eu digo simplesmente que foi um caso de justiça que infelizmente não puniu suficientemente todos os envolvidos. Já agora, para quem clama por mais regulação, eu pergunto: por onde andavam os reguladores durante estes anos todos?

domingo, 1 de março de 2009

Boa Noite Mãe

Interpretações notáveis para um texto notável - é assim que descrevo esta peça!

Duas mulheres, mãe (Thelma) e filha (Jess), vivem isoladas numa pequena povoação do sul dos Estados Unidos. A acção desenrola-se numa noite de Sábado, em que Jess anuncia à mãe o seu suicídio, após já ter tudo cuidadosamente planeado.

Durante as poucas horas que lhe restam, Jess tenta organizar o dia a dia da mãe daí em diante. Por seu lado, Thelma tenta entender o que levou a filha a tomar aquela decisão e procura com todos os argumentos demovê-la. Mas são duas mulheres que encaram a vida de forma tão distinta que a compreensão se torna impossível.

Acompanhar este "duelo" entre as duas personagens é comovente! Crescem sentimentos de tristeza, de insatisfação, de frustação e de desalento...mas principalmente de empatia!

A interpretação de Manuela Maria é excelente, digna de uma longa ovação de uma casa cheia, toda de pé! A interpretação de Sofia Alves surpreendeu-me bastante e pela positiva. Nunca tinha visto nenhum trabalho desta actriz no teatro mas, pelo menos neste papel, revelou-se muito para além daquilo que são as suas representações em televisão.

A mim tocou-me principalmente o momento em que Jess, na beira do palco, diz algo como: "Esperei toda a vida por mim mesma mas foi como esperar por alguém que nunca chegou. Eu poderia ter feito toda a diferença a mim própria mas nunca cheguei"

A peça é baseada no texto "'Nigth Mother", escrito pela dramaturga norte-americana Marsha Norman, e estará em cena no Auditório Municipal Eunice Muñoz, na Vila de Oeiras, até 29 de Março (Sextas e Sábados às 21h30, Domingos às 16h).

Os bilhetes são gratuitos mediante marcação prévia para os seguintes contactos:
Telem: 962 199 909
Telef: 214 408 582 / 24
e-mail: paulo.afonso@cm-oeiras.pt.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Leitura de Cabeceira (XIII)

O Médio Oriente é, desde há décadas, palco de guerras sangrentas, numa espiral de violência que parece não ter fim. Nesta obra, Robert Fisk retrata-nos os diversos conflitos, a sua génese e os seus intervenientes, em descrições por vezes de um realismo atroz - a crueza dos combates, a luta sem quartel, o cinismo das decisões.
Note-se que, neste caso, Médio Oriente deve ser entendido em sentido lato, pois os relatos do autor vão desde a invasão soviética do Afeganistão em 1980, até à(s) guerra(s) da Argélia. Por outro lado, o fio da História que percorre a obra permitirá ao leitor perceber as causas dos conflitos que grassam na região, seja na Palestina ou no Iraque: e Fisk mostra-nos que não se aprendeu com os erros do passado.
A Grande Guerra pela Civilização é, pois, uma obra compósita, misto de crónica, relato de correspondente de guerra, evocação memorialista, de alguém que vive e noticia sobre a região há mais de 30 anos.


Apesar do volume ser bastante "Bíblico" (quase 1400 páginas), é uma leitura até agora muito interessante, e obrigatória para quem se interesse por Geopolítica Internacional, sobretudo pelo "Choque de Civilizações" cujo expoente máximo é o conflito Israelo-Palestiniano. Recomendo como complemento de leitura algo que ajude a compreender melhor o que é o Islão (fazendo minhas as palavras do Cardeal Patriarca), mesmo que isso implique "um monte de sarilhos". Algo como este livrinho aqui.

PS - Quem domine o inglês tem a opção de fazer como eu e comprar este livro via Amazon UK, cuja versão paperback fica por menos de 15€ já com portes. Comparado com os 40€ da edição Portuguesa... Dá para comprar mais dois livros extra.

Infelizmente os Portugueses no seu geral não gostam de ler, gostam é de exibir lombadas bonitas nas suas estantes e prateleiras. Só assim se explica a opção editorial Portuguesa de "abolir" os livros de bolso de capa mole, e em vez disso editar grandes calhamaços com capa dupla, papel de qualidade especial e um desperdício óbvio tendo em conta o espaço útil de uma página que fica por ocupar. Depois admirem-se que os livros são tão caros...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Leitura de cabeceira (XII)


Penso que faz sentido ler este conjunto de textos com algum distanciamento temporal. Uma vez que já passou sensivelmente um ano desde que foi publicado, parece-me a altura ideal para o ler.

Embora não concorde na maioria das vezes com o que diz, e sobretudo com a atitude que demonstra ter em relação à blogosfera que não se encontra dentro do seu "Olimpo Abrupto", pelo menos um mérito pde ser apontado a JPP: é dos poucos políticos do "centrão" que diz o que pensa sem buscar falsos consensos, identificando a criticando abertamente e sem complexos o desgaste e a progressiva degradação das estruturas internas dos partidos (aqui aplica-se quer ao PSD, quer ao PS), com o consequente afastamento dos que melhor poderiam fazer política(s). Só isto pode explicar os desastres governativos a que temos assistido nos últimos anos, cujo único objectivo é a obtenção do "poder pelo poder", sem qualquer sentido de dever cívico e sem ter em conta o superior interesse do país.

Infelizmente deixa demasiadas vezes que os seus ódios pessoais de estimação (sobretudo dentro do PSD, vocês sabem bem de quem estou a falar...) lhe toldem muitas vezes a clareza de raciocínio. O que é pena.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

Em jeito de prenda de Natal, deixo aquela que é talvez a minha música preferida desta época, aqui cantada por Bing Crosby em dueto com a Ella Fitzgerald, seguida de uma curta metragem animada da Universal Studios...creio que talvez seja o filme mais antigo para a célebre história de Rudolph, the red nosed reindeer!

Votos de um Natal cheio de felicidade, paz, harmonia e muito amor =)



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Leitura de Cabeceira (XI)


"It's an offer you can't refuse.

Who would not wish to be the man in charge of Ankh-Morpork's Royal Mint and the bank next door?

It's a job for life. But, as former conman Moist von Lipwig is learning, life is not necessarily for long.

The Chief Cashier is almost certainly a vampire. There's something nameless in the cellar (and the cellar itself is pretty nameless), and it turns out that the Royal Mint runs at a loss. A three-hundred-year-old wizard is after his girlfriend, he's about to be exposed as a fraud, but the Assassins' Guild might get him first. In fact, a lot of people want him dead.

Oh. And every day he has to take the Chairman for walkies.

Everywhere he looks he's making enemies.

What he should be doing is . . .

MAKING MONEY!"

domingo, 7 de dezembro de 2008

Outros filmes... - II

...que gostei de ver mas sobre os quais a preguiça de um Domingo de manhã me impede de tecer comentários =P

No cinema:

Quantum of Solace

Brideshead Revisited


Burn After Reading


Em casa:

Thank You for Smoking

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Leitura de Cabeceira (X)



"Coleman Silk tem um segredo. Mas não se trata do segredo do caso que mantém, aos setenta e um anos, com uma mulher com metade da sua idade e um passado brutalmente devastado. Também não é o segredo do alegado racismo de Coleman, pretexto para a caça às bruxas desencadeada pela universidade e que lhe custou o emprego e, na sua opinião, lhe matou a mulher.

O segredo de Coleman foi guardado durante cinquenta anos: oculto da sua mulher, dos seus quatro filhos, dos seus colegas e dos seus amigos, incluindo o escritor Nathan Zuckerman que - após a morte suspeita de Coleman, com a amante, num desastre de automóvel - resolve compreender como é que aquele homem eminente e íntegro, apreciado como educador durante quase toda a sua vida, forjou a sua identidade e como essa vida tão cuidadosamente controlada acabou por ser deslindada.

Situado na América dos anos 90, onde princípios morais contraditórios e divergências ideológicas são trazidos à luz do dia através da denúncia pública e de rituais de purificação*, A Mancha Humana completa a eloquente trilogia de Philip Roth sobre vidas americanas do pós-guerra tão tragicamente determinadas pelo destino da nação como pela «mácula humana» que marca de modo tão indelével a natureza do homem."


* Para quem ainda não chegou lá, o autor refere-se à forma como decorreu a inquirição pública do affaire Clinton-Lewinsky