quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Citando Kafka...

No meio das minhas deambulações matinais pelos blogs do costume, encontrei neste post, a seguinte citação de Kafka, que adorei:

Burocrata é alguém "que escreve um documento de dez mil palavras e lhe chama sumário."

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

E uma vez mais...Nina!

Não resisto a deixar aqui mais estas duas: Love me or leave e If you Knew






If you knew how I missed you
You would not stay away today
Dont you know I need you
Stay here my dear with me

I need you here my darling
Together for a day a day
Together never parting
Just you just me my love

I cant go on without you
Your love is all Im living for
I love all things about you
Your heart your soul my love

I need you here beside me
Forever and a day a day
I know whatever betides me
I love you I love you I do

So do I

Um país de boa gente

Afinal não são só os professores na Madeira que foram avaliados com "Bom". Soube-se hoje que este outro senhor também foi avaliado com um "Bom". Bom-Bom. Há coisas fantásticas, não há?

Jardim no seu melhor...

Jardim avalia professores com "bom" por portaria

O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com "bom" os professores em exercício no arquipélago.

"Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom", determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que "o presente diploma entra imediatamente em vigor".

Pelo decreto legislativo regional nº 6/2008/M, de 25 de Fevereiro, o executivo de Alberto João Jardim aprovou o Estatuto da Carreira Docente, incluindo o regime de avaliação, a vigorar na Madeira, mas não procedeu ainda à respectiva regulamentação.

"A fim de evitar hiatos legislativos importa contemplar em sede de avaliação do desempenho, a situação dos docentes" no presente e anterior ano lectivo, justifica a portaria assinada pelo secretário regional da Educação.

500

Este é um post totalmente inútil que serve apenas para eu ter o prazer de ser a autora do nosso 500º post =)

É assim, cheguei mais tarde e tomei conta do pedaço....mulheres =P

Simone, Nina Simone

Sou apaixonada por esta voz há já alguns anos! Tudo o que ouço interpretado por Nina Simone soa forte, intenso, puro, apaixonado, quente!

I Put a Spell on You é dos seus maiores clássicos e apesar das "n" covers que se fizeram desta música, ela nunca soa tão perfeita como na voz desta grande senhora!

Ao vivo em Montreal, 1992

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Leitura de Cabeceira (X)



"Coleman Silk tem um segredo. Mas não se trata do segredo do caso que mantém, aos setenta e um anos, com uma mulher com metade da sua idade e um passado brutalmente devastado. Também não é o segredo do alegado racismo de Coleman, pretexto para a caça às bruxas desencadeada pela universidade e que lhe custou o emprego e, na sua opinião, lhe matou a mulher.

O segredo de Coleman foi guardado durante cinquenta anos: oculto da sua mulher, dos seus quatro filhos, dos seus colegas e dos seus amigos, incluindo o escritor Nathan Zuckerman que - após a morte suspeita de Coleman, com a amante, num desastre de automóvel - resolve compreender como é que aquele homem eminente e íntegro, apreciado como educador durante quase toda a sua vida, forjou a sua identidade e como essa vida tão cuidadosamente controlada acabou por ser deslindada.

Situado na América dos anos 90, onde princípios morais contraditórios e divergências ideológicas são trazidos à luz do dia através da denúncia pública e de rituais de purificação*, A Mancha Humana completa a eloquente trilogia de Philip Roth sobre vidas americanas do pós-guerra tão tragicamente determinadas pelo destino da nação como pela «mácula humana» que marca de modo tão indelével a natureza do homem."


* Para quem ainda não chegou lá, o autor refere-se à forma como decorreu a inquirição pública do affaire Clinton-Lewinsky

O ensino em Portugal e a guerra ME-Professores

Muito triste, tudo aquilo a que se tem assistido nos recentes episódios da guerra Ministério da Educação-Sindicatos dos Professores. Entre o autismo da Ministra da Educação e os tristes comportamentos levados a cabo por um grupo de arruaceiros, há muito que a razão se perdeu. A intransigência de ambas as partes é tanta que, ou muito me engano ou qualquer proposta de avaliação (vinda do ME ou dos Professores) será imediatamente recusada pela outra parte.

No meio disto tudo discute-se carreiras, avaliações e concursos e deixa-se de fora aquele que deveria ser o verdadeiro debate: o estado da Educação actual e a cada vez mais óbvia degradação do ensino, que alegremente lá vai “desensinando” as cobaias (aliás, alunos...) que pouco mais servem do que para dar bom ar do País nas estatísticas da UE.

Deixando a guerra ME-Sindicatos para outras núpcias, concentro-me nas questões da Educação, e em deixar aqui algumas sugestões que, na minha opinião, tenderiam a melhorar (e muito) o ensino em Portugal. Dou de barato que por uma questão de sustentabilidade (e de justiça) nem todos os professores podem chegar ao topo da carreira. Este devia estar reservado para os melhores entre o corpo docente nacional. O governo pretende terminar com o regabofe actual (e bem), agora está a fazê-lo da pior forma possível, e políticamente vai ser muito difícil consegui-lo depois do que se tem visto. Por fim, não é meu objectivo acabar com a diferenciação entre as escolas de elite e as outras. Não se pretende com estas ideias tornar necessariamente toda a educação igual, basta-me que o nível das restantes escolas suba para que o sistema possa ser considerado melhor.

1- Havendo a necessidade de um processo de avaliação dos professores, porque não simplificá-lo? Deixemos que cada escola faça a sua avaliação e contrate os professores de que necessita, num regime livre sem interferências e colocações centralizadas a partir de um programa informático. Alguém saberá melhor as necessidades de cada escola do que ela própria? Haveria claramente uma discriminação positiva a favor dos melhores. Isto implica alterações profundas no sistema de contratações, e tambémq ue os professores deixem de ser funcionários públicos e passem a ser funcionários das escolas (é óbvio que os sindicatos resistirão sempre a um a proposta como esta...)

2- Deve ser permitido aos encarregados de educação escolher a escola pública onde querem colocar os filhos. Complementando com um regime de financiamento de cada escola de acordo com o número de alunos (tendo em conta diversos aspectos, como por exemplo a sua dimensão e localização, pois o background dos alunos terá certamente influência nos resultados), esta medida iria implicar que as escolas passassem a “competir” umas com as outras pelo interesse dos pais. A procura de uma maior actractividade levará gradualmente a uma melhoria na qualidade do ensino , pois as más escolas tenderiam a ficar sem alunos e a fechar .

3- Deve ser permitdo à escola criar as regras de disciplina e impô-las inclusivé a possibilidade de expulsão do aluno, caso este se recuse a cumprir os mínimos de disciplina aceitáveis (ver caso do “dá-me o telemóvel já!”).

4- Cada escola deverá ter um director e um conselho de administração, cuja remuneração deverá ser em parte indexada aos resultados globais da escola nos exames e rankings nacionais.

5- Ao Ministério da Educação caberia estabelecer os programas mínimos que deveriam ser ensinados nas escolas, e definir exames nacionais para que os conhecimentos de todos os alunos pudessem ser aferidos de forma independente. Deve deixar-se de estruturas burocráticas pesadíssimas (e caras, já agora) e de governar para as estatísticas.

Deixo de fora ideias mais polémicas mas que mesmo assim não considero que deverão ser postas de lado, tal como o cheque-ensino (à imagem do que se faz actuamente para os dentistas), deixando o Estado de providenciar directamente a educação e financiando as famílias que depois escolhiam a escola onde colocar os filhos.

Para terminar, lembro que é difícil o sistema ficar pior do que o que está actualmente...

The Animals Save The Planet


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Depois é só seguir os conselhos deixados pelos animais =)