quarta-feira, 31 de março de 2010

Como aterrorizar bifes

Muito bom:


"A melhor forma de aterrorizar bifes acerca da língua portuguesa (e românicas em geral, mas não vão por aí...) é salientar que na nossa língua tudo, tudo, tem um género (feminino ou masculino) que TEM de ser memorizado e respeitado.


Depois ilustra-se, descrevendo de enfiada o género dos objectos em redor e, sobretudo, das diferentes partes e componentes desses objectos.


Por exemplo: "The ceiling above us and the floor beneath are masculine, but the walls around are feminine unless they separate properties, in which case they're masculine, but only if they're solid: otherwise, they're feminine (vedação). This table is feminine but it's feet are masculine, the spoon and the knife are feminine but the fork is masculine, so is the dish. Meat is feminine, the nerves are masculine but the fat is feminine. Fish is masculine but fish bones are feminine. Some fish are masculine (pargo), including the females, others are feminine (sardinha), including the males. It depends. It's really easy." Os gajos ficam brancos.


Outro, destinado a tornar-se um clássico: "The tocacco inside this cigarette is masculine although the leaf it came from was feminine. The paper involving it is masculine. The tip is feminine, but the filter inside it is masculine, though its fibre is feminine. The ash is feminine but the ashtray is masculine. Either lit or unlit, the cigarette itself is masculine until you put it out: then it becomes feminine."


Outro: "You know how some english speakers refer to their cars as 'she'? That is totally foreign to a Portuguese speaker. Cars are masculine and there´s no two ways about it. And by the way, referring to any object whatsoever as if it was a male (ele) or a female (ela), is totally out of the question. Cars are masculine but they're never male or female, because that would be crazy. Some cars, of course, although they're masculine (because they are cars), are referred to as feminine (carrinha) but that doesn't detract from their masculinity. Of course, car wheels are feminine, tires are masculine, windows are feminine, glass is masculine, gas is feminine, oil is masculine, roads are feminine, tar is masculine, etc. But cars are masculine, even when they're referred to as feminine. So make sure you get that right.""

Retirado daqui.

Nas colunas

segunda-feira, 29 de março de 2010

Joana Vasconcelos no CCB

"Sem rede" é a exposição antológica da artista plástica Joana Vasconcelos, em exibição no Museu Colecção Berardo/CCB até 18 de Maio.

Peças e experiências a registar:

Strangers in the Night, ouvir Frank Sinatra num sofá luminoso


Cinderela, com tachos e panelas


Corações Independentes: ao som da voz de Amália, 3 grandes corações de Viana feitos de talheres de plástico, que replicam a técnica da filigrana


Terminar com um belo passeio pelo Jardim do Éden

Shutter Island


Gostei bastante! É certo que a viagem constante entre a lucidez e a insanidade não é uma receita inovadora ou surpreendente mas neste filme resultou muito bem. O argumento está bem desenvolvido e parece beber um pouco da sua inspiração ao universo hitchcockiano. O final é sem dúvida o momento mais marcante. Um excelente trabalho de Martin Scorsese, a não perder!

Palavras para quê?



domingo, 28 de março de 2010

Miúdos histéricos com o DVD do "Lua Nova"...

Quase tão mau como meter no mesmo saco o "Harry Potter" e o "Senhor dos Anéis". Vampiros vegetarianos? Que andam à luz do dia? Vejam mas é filmes de vampiros a sério e ganhem juízo, porra!


 


segunda-feira, 22 de março de 2010

Mas será que estamos a falar do mesmo jogo?

Atitude merecia mais

O FC Porto chegou ao Algarve com os argumentos reduzidos pelos infortúnios recentes e que culminaram com a grave lesão de Varela no derradeiro ensaio para a final da Taça da Liga. O Dragão, apesar disso, entrou decidido a esquecer todas as feridas e a discutir com a bravura de um Tetracampeão. Um remate feliz logo aos nove minutos e outro à beira do intervalo de uma partida que seguia repartida, contudo, cavaram uma diferença difícil de superar.

O primeiro lance de golo saiu do pé esquerdo de Rodríguez, que rematou já no interior da área para defesa aparatosa de Quim. Essa jogada, de resto, nascia de um desenho consistente do FC Porto, que procurava posicionar-se onde mais gosta, ou seja, no meio-campo adversário.

Na resposta, porém, o adversário inaugurou o marcador, sem que a sua produção o justificasse e sem que a grande área azul e branca tivesse sequer sido pisada. Era um forte revés, que se juntava ao infortúnio clínico e que se tornava absolutamente desproporcionado pouco depois, quando o guarda-redes salvou mais uma bola a caminho da baliza e Rodríguez ficou a escassos milímetros de cabecear para as redes.

E quando era ao FC Porto que pertenciam as despesas e os principais «empurrões» no encontro, eis que o score surge alargado, em novo disparo bafejado pela sorte. Epílogo antecipado? Para a maioria das equipas, talvez. Para o Dragão, nem por isso. Na segunda parte, a formação de Jesualdo Ferreira voltou a fazer tudo para explanar o seu futebol, revelando uma atitude competitiva de sublinhar, mas não sendo capaz de confirmar aquilo que o pé esquerdo e a acrobacia de Rodríguez prometeram logo ao minuto 46. A atitude merecia mais.

Só podia vir daqui...