Leio no Público que 95% dos professores foram classificados com Bom, Muito Bom ou Excelente. De facto só tenho duas explicações para este resultado:
1) Os nossos professores são todos fantásticos, como se pode ver pelos brilhantes resultados internacionais dos nossos alunos;
2) A realidade Portuguesa, no que toca a resultados de avaliações, é tão específica, mas tão específica, que consegue contrariar a distribuição normal (ou seja o resultado expectável)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Há coisas fantásticas, não há?
Publicado por
Anónimo
às
14:15
3
comentários
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
BE defende uma avaliação de professores onde os resultados dos alunos não contam
Publicado por
Anónimo
às
16:02
0
comentários
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Leitura de cabeceira

"A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva?"
O texto completo pode ser lido aqui. Impressionante a actualidade de um texto escrito em 1871...
Publicado por
Henrique Gomes
às
15:08
0
comentários
Etiquetas: Cultura, Educação, Livros, O nosso futuro, País
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Light Up the World Foundation
Neste momento estamos a estudar a hipótese de trabalhar com eles num projecto de instalação de luz em 45 escolas primárias em Bafatá, Guiné-Bissau. Nesta fase falta avaliar a viabilidade no contexto local desta tecnologia low-cost.
Mais informação aqui.
Publicado por
Henrique Gomes
às
10:13
0
comentários
Etiquetas: Divulgação, Educação, Ensino, Mundo, Tecnologia
sexta-feira, 29 de maio de 2009
The Girl Effect
Publicado por
Henrique Gomes
às
13:36
0
comentários
Etiquetas: Causas, Dever Cívico, Divulgação, Economia, Educação
domingo, 29 de março de 2009
Petição Pela responsabilização efectiva das famílias nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar
Ainda há alguns dias discutia aqui e a propósito deste meu post, o papel (ou a falta dele) que os pais e encarregados de Educação têm desempenhado na ausência de disciplina nas Escolas e de valorização do ensino e das competências dos alunos, e a consequente degradação da qualidade do Ensino em Portugal. Pois bem, tomei conhecimento desta petição online, e deixo aqui para divulgação, caso queiram assinar:
O exercício pleno da Liberdade exige Educação de qualidade e empenhamento familiar na sua obtenção.
Infelizmente, em Portugal, os níveis de abandono e absentismo escolar são ainda elevados e, muitas vezes, em estratos sociais em que a ausência de Educação é um mecanismo de reforço da exclusão social pré-existente.
Paralelamente o número de alunos envolvidos em episódios de indisciplina, e até violência, está a aumentar, com prejuízo para a vida das escolas e qualidade educativa.
Os professores debatem-se todos os dias com problemas causados por estas situações que afectam negativamente o seu trabalho e acabam por reflectir-se na vida das escolas.
O papel da escola na solução destes problemas não pode ser isolado do contexto familiar e social da origem dos alunos.
A responsabilização dos pais e encarregados de educação pelo comportamento escolar dos seus educandos, pelas suas ausências à escola e consequente insucesso exige mudanças legislativas que efectivamente transformem a escolaridade obrigatória numa obrigação familiar com penalizações reais aos incumpridores.
No momento presente, as faltas e actos de indisciplina são pouco eficazmente sancionados, tendo-se optado por medidas de tipo pedagógico, com fortes entraves burocráticos e com pouca eficácia junto dos agentes dos actos em causa.
Quando ocorrem, a negligência, por parte das famílias, no encaminhamento de crianças à escola, a tolerância e protecção familiar face aos seus comportamentos de indisciplina escolar, a falta de interesse pelos seus actos na escola e pelo seu sucesso constituem danos graves ao desenvolvimento do país na medida em que prejudicam o exercício do direito fundamental que é o acesso à Educação.
Uma escola de qualidade exige que o sucesso escolar, constatado em passagens e notas de pauta, corresponda a efectivo sucesso educativo com aprendizagens e efeito na mudança dos alunos como indivíduos e na criação de cidadãos formados para colaborar nas tarefas da vida social.
Assim, solicitamos à Assembleia da República que altere as leis existentes, ou legisle com novo diploma, no sentido de:
- Criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do aluno e outras leis conexas.
- Que esses mecanismos se traduzam, à semelhança do que acontece noutras Democracias europeias, em medidas sancionatórias às famílias negligentes como multas, retirada de prestações sociais e, no limite, efeitos sobre o exercício das responsabilidades parentais, como é próprio de uma situação que afecta direitos fundamentais de pessoas dependentes.
Não há Estado com mais legitimidade para sancionar que um Estado Democrático e a compreensão pelas dificuldades económicas e de inclusão não pode permitir que o Estado se desleixe de tornar efectiva uma obrigação essencial para construir a Igualdade e a Democracia: o cumprimento da escolaridade obrigatória.
Podem assinar aqui.
Publicado por
Anónimo
às
14:50
1 comentários
Etiquetas: Divulgação, Educação
terça-feira, 24 de março de 2009
Um estudo da OCDE sobre Educação*
Já estão disponíveis os resultados do estudo "Education at a Glance 2008". Alguns dos resultados apresentados deveriam fazer corar de vergonha o Ministério da Educação... E os sindicatos.
Aparentemente em Portugal boa parte dos Encarregados de Educação estão pouco satisfeitos com competência e dedicação dos professores:
E pelos vistos também não se encontram satisfeitos com os métodos utilizados na escola:E o que pensam os Pais portugueses quando questionados pela OCDE sobre a monitorização do progresso dos seus filhos nas escolas? Nada de muito positivo:
Os Pais também se sentem pouco informados acerca do progresso dos seus filhos. Eventualmente este facto poderá explicar porque razão os Pais acham os professores, regra geral pouco dedicados e competentes.
Será que o porblema é falta de dinheiro? Pelos vistos não, pois gastamos percentualmente tanto como a Finlândia, que segundo os testes PISA apresenta os melhores resultados de entre diversos países da OCDE.
Se não é por falta de dinheiro, será devido ao número excessivo de alunos por turma? Bom, nesse aspecto até não estamos nada mal: o nosso rácio de alunos por turma é inferior à média dos restantes países. Quando nos comparamos com a Coreia, por exemplo, a diferença é significativa:
Se o problema não está nos gastos em Educação, nem no excesso de alunos por turma, fica a dúvida: Porque será que num país em que os professores recebem comparativamente mais do que em boa parte dos países da ODCE (basta olhar para o nosso caso e para o Finlandês, e para os resultados de ambos os países), os encarregados de educação estão menos satisfeitos com a competência e dedicação dos professores dos seus alunos?
Os professores na Islândia e na Dinamarca trabalham em média mais horas por ano do que os professores portugueses: 1.680 horas por ano no caso da Dinamarca e 1.800 horas anuais no caso da Islândia. Em Portugal ficamos-nos pelas 1.440 horas:
Resumindo:
1 - Os encarregados de educação dos países nórdicos, que tanto gostamos de elogiar e copiar, são os que mais valorizam a competência e dedicação dos professores dos seus alunos. São também aqueles que consideram que a escola cumpre melhor o seu papel e que os mantém informados acerca do progresso escolar dos seus filhos.
2 - O número de alunos por turma é, em Portugal, inferior a 20 o que se situa abaixo da média da OCDE, portanto não é por termos turmas apinhadas que os nossos alunos não são capazes de aprender.
3 - O país gasta, em termos de % do PIB, uma quantidade enorme de dinheiro face aos resultados obtidos, que em geral são fracos. Os nossos professores têm ordenados relativamente elevados quando comparados com os congéneres Dinamarqueses ou Finlandeses, para um número de horas de trabalho inferior, o que faz com que as disparidades salariais sejam ainda maiores.
Se calhar fazíamos bem em começar a discutir estes assuntos, ao invés de progressões nas carreiras, "banha da cobra" vendida como Estudos da OCDE ou de estatísticas facilitistas para UE ver...
Continuarei a dissertar sobre este tema em posts futuros.
Disclaimer: Estas imagens foram retiradas do fórum Think Finance, e texto elaborado com base num trabálho notável do Tiago Santos.
*E este é mesmo da autoria da OCDE
Publicado por
Anónimo
às
22:36
3
comentários
Etiquetas: Educação
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
E se Ronaldo não jogasse futebol?
É a questão que abre a crónica de Helena F. Matos, publicada ontem no Público, e que vale a pena ler na íntegra aqui.
Tocou-me principalmente este parágrafo.
Ao contrário do que se gosta de acreditar os pobres raramente se revoltam. O mais que se consegue é que ocupem o seu lugar mais ou menos folclóruco em revoltas que outros, mais abonados, lideram e arquitectam. Quanto a dizer em Portugal, no ano de 2009, que a criminalidade nasce da pobreza parece-me um óbvio insulto àqueles que todos os dias saem de casa para receberem ordenados baixíssimos e terem uma vida muito mais massacrada pelo Estado com taxas, contribuições, multas e demais imposições do que aqueles seus vizinhos que se dedicam ao crime.
sábado, 29 de novembro de 2008
Revivalismo...
Vi este vídeo do Chris Rock já há uns bons anos... hoje deu-me o saudosismo! Só rir: "Get a white friend"; "Don't ride with a mad woman"; "Be polite"...
Publicado por
Henrique Gomes
às
23:33
0
comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Dever Cívico, Educação
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Estes gauleses estão doidos
Depois deste post do Pedro Gomes, parece a moda de Fafe sofreu um "upgrade" em Lisboa: para além dos ovos, desta vez também foram lançados pepinos e tomates, qual festa da Tomatina de Buñol... 
O meu querido Obélix atirava menires aos romanos... será que os nossos alunos não se lembram desta?
Mas anda tudo doido? O aluno é o centro do sistema educativo e é nele que as políticas se têm de centrar, mas será que +e assim que vamos lá?
Publicado por
Henrique Gomes
às
10:51
1 comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Educação, País, Pessoal
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Jardim no seu melhor...
Jardim avalia professores com "bom" por portaria
O governo regional da Madeira decidiu administrativamente, por portaria, avaliar com "bom" os professores em exercício no arquipélago.
"Para todos os efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6º escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/08 e 2008/09, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom", determina o artigo 1º da portaria 165-A/2008, publicada a 7 de Outubro na II Série do Jornal Oficial da região. O segundo e último artigo adianta que "o presente diploma entra imediatamente em vigor".
Pelo decreto legislativo regional nº 6/2008/M, de 25 de Fevereiro, o executivo de Alberto João Jardim aprovou o Estatuto da Carreira Docente, incluindo o regime de avaliação, a vigorar na Madeira, mas não procedeu ainda à respectiva regulamentação.
"A fim de evitar hiatos legislativos importa contemplar em sede de avaliação do desempenho, a situação dos docentes" no presente e anterior ano lectivo, justifica a portaria assinada pelo secretário regional da Educação.
Publicado por
Sara SC
às
13:49
0
comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Educação, País, Política
terça-feira, 11 de novembro de 2008
O ensino em Portugal e a guerra ME-Professores
Muito triste, tudo aquilo a que se tem assistido nos recentes episódios da guerra Ministério da Educação-Sindicatos dos Professores. Entre o autismo da Ministra da Educação e os tristes comportamentos levados a cabo por um grupo de arruaceiros, há muito que a razão se perdeu. A intransigência de ambas as partes é tanta que, ou muito me engano ou qualquer proposta de avaliação (vinda do ME ou dos Professores) será imediatamente recusada pela outra parte.
No meio disto tudo discute-se carreiras, avaliações e concursos e deixa-se de fora aquele que deveria ser o verdadeiro debate: o estado da Educação actual e a cada vez mais óbvia degradação do ensino, que alegremente lá vai “desensinando” as cobaias (aliás, alunos...) que pouco mais servem do que para dar bom ar do País nas estatísticas da UE.
Deixando a guerra ME-Sindicatos para outras núpcias, concentro-me nas questões da Educação, e em deixar aqui algumas sugestões que, na minha opinião, tenderiam a melhorar (e muito) o ensino em Portugal. Dou de barato que por uma questão de sustentabilidade (e de justiça) nem todos os professores podem chegar ao topo da carreira. Este devia estar reservado para os melhores entre o corpo docente nacional. O governo pretende terminar com o regabofe actual (e bem), agora está a fazê-lo da pior forma possível, e políticamente vai ser muito difícil consegui-lo depois do que se tem visto. Por fim, não é meu objectivo acabar com a diferenciação entre as escolas de elite e as outras. Não se pretende com estas ideias tornar necessariamente toda a educação igual, basta-me que o nível das restantes escolas suba para que o sistema possa ser considerado melhor.
1- Havendo a necessidade de um processo de avaliação dos professores, porque não simplificá-lo? Deixemos que cada escola faça a sua avaliação e contrate os professores de que necessita, num regime livre sem interferências e colocações centralizadas a partir de um programa informático. Alguém saberá melhor as necessidades de cada escola do que ela própria? Haveria claramente uma discriminação positiva a favor dos melhores. Isto implica alterações profundas no sistema de contratações, e tambémq ue os professores deixem de ser funcionários públicos e passem a ser funcionários das escolas (é óbvio que os sindicatos resistirão sempre a um a proposta como esta...)
2- Deve ser permitido aos encarregados de educação escolher a escola pública onde querem colocar os filhos. Complementando com um regime de financiamento de cada escola de acordo com o número de alunos (tendo em conta diversos aspectos, como por exemplo a sua dimensão e localização, pois o background dos alunos terá certamente influência nos resultados), esta medida iria implicar que as escolas passassem a “competir” umas com as outras pelo interesse dos pais. A procura de uma maior actractividade levará gradualmente a uma melhoria na qualidade do ensino , pois as más escolas tenderiam a ficar sem alunos e a fechar .
3- Deve ser permitdo à escola criar as regras de disciplina e impô-las inclusivé a possibilidade de expulsão do aluno, caso este se recuse a cumprir os mínimos de disciplina aceitáveis (ver caso do “dá-me o telemóvel já!”).
4- Cada escola deverá ter um director e um conselho de administração, cuja remuneração deverá ser em parte indexada aos resultados globais da escola nos exames e rankings nacionais.
5- Ao Ministério da Educação caberia estabelecer os programas mínimos que deveriam ser ensinados nas escolas, e definir exames nacionais para que os conhecimentos de todos os alunos pudessem ser aferidos de forma independente. Deve deixar-se de estruturas burocráticas pesadíssimas (e caras, já agora) e de governar para as estatísticas.
Deixo de fora ideias mais polémicas mas que mesmo assim não considero que deverão ser postas de lado, tal como o cheque-ensino (à imagem do que se faz actuamente para os dentistas), deixando o Estado de providenciar directamente a educação e financiando as famílias que depois escolhiam a escola onde colocar os filhos.
Para terminar, lembro que é difícil o sistema ficar pior do que o que está actualmente...
Publicado por
Anónimo
às
21:55
0
comentários
Etiquetas: Educação
terça-feira, 5 de agosto de 2008
TESE-ESF em destaque
Projecto Engenheiros Sem Fronteiras quer levar energia solar a 50 escolas da Guiné-Bissau
O programa Engenheiros Sem Fronteiras (ESF) quer levar energia solar a 50 escolas em Bafatá, leste da Guiné-Bissau, região onde está também empenhada em conseguir apoio financeiro para projectos de água e saneamento na cidade e zonas rurais.
(notícia completa aqui).
Publicado por
Henrique Gomes
às
10:23
0
comentários
Etiquetas: Causas, Divulgação, Educação
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Para inglês ver
Tenho a dizer que o estado do tempo de hoje traduz a minha perspectiva do Pais no futuro próximo, nublado com uma forte probabilidade de chuva, ou no nosso caso concreto, estamos mal e provavelmente vamo-nos afundar.
Na minha opinião isto está relacionado com um comportamento que se traduz pela expressão "para inglês ver", que vivemos em Portugal num estado permanente. No meu local de trabalho assisto a isso, e sendo um sector estatal crítico acho abjecto tal acontecer (se por acaso morrer nos próximos dias é porque pretendo efectuar uma queixa a quem de direito).
Mas pior é o que foi hoje noticiado relativamente aos resultados dos exames nacionais de matemática do 9º ano. Face ao que eu vi do exame e aos comentários elaborados pelos professores de matemática o exame em causa foi de um facilitismo absurdo e mesmo assim o saldo final foram 44,9% de negativas. Traduzindo por miúdos significa que mesmo com uma "ajudinha" quase metade dos alunos não é capaz de passar a matemática, e isso é grave, e deixa-me lixado (para não utilizar outro verbo). Devo admitir que vindo de um sistema de ensino estrangeiro isto tudo me parece algo estranho, do mesmo modo que não compreendo como é possível alguém acabar o secundário e candidatar-se à faculdade com nota final 20, quanto mais várias pessoas por ano ficarem nessa situação (claramente devemos ser um povo especial porque tal não ocorre com tanta frequência nos restantes países da Europa).
A nossa sociedade vive numa falácia em que se utilizam diversas artimanhas para simular um estado da nação muito melhor do que o existente.É preciso uma injecção de honestidade no sistema porque senão não saímos da cepa torta.
Hoje estou triste com o pais em que vivo e acho que vocês também deveriam estar. Notem que digo isto não no sentido de "Abaixo o governo" mas sim no sentido "Abaixo a mentalidade mesquinha portuguesa". Queremos ser grandes, ser campeões da Europa em futebol, apresentar factores de crescimento equiparáveis ao resto da UE e no entanto vivemos na mediocridade não só económica mas também intelectual.
Expliquem-me, vocês políticos, qual a razão dos programas e livros do ensino (seja ele qual for) mudam todos os anos?Será que a matemática a esse nível muda de ano para ano, ou a física, ou a química...?
Quando conseguirem responder a esta questão temos um principio sobre o qual podemos começar a trabalhar. Sem bases não se pode avançar.
Publicado por
Teco
às
11:25
3
comentários
Etiquetas: Causas, Dever Cívico, Educação, Política
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Facilitismo? Nada disso, os alunos de hoje é que são uns sobredotados!
Com perguntas como esta nas provas de aferição do 2º ciclo do ensino básico (cliquem na imagem para ver melhor e já agora arriscar uma resposta a tão exigente questão):
Que diabo, até um miúdo da 4ª classe sabe contar bolinhas e fazer as contas! É com questões como esta que se pretende aferir o nível de conhecimentos dos alunos? Estamos mesmo a querer condenar as nossas gerações futuras a um futuro de dificuldades num mundo competitivo e globalizado...
Publicado por
Anónimo
às
11:59
1 comentários
segunda-feira, 31 de março de 2008
School love
It was an alarming cluster of cases. On March 13, the Hillsborough County Sheriff's Office in Florida arrested Tampa middle school teacher Stephanie Ragusa, 28, for allegedly having sex with a 14-year-old boy in her apartment and in the back seat of her Lexus. One week later, the Tampa Police Department charged Mary Jo Spack, 45, a local high school teacher, with having sex with a 17-year-old male student. That encounter reportedly took place in a motel room, where she had been drinking alcohol with a group of the teen's friends, according to officials. Four days later, yet another case surfaced: Lisa Marinelli, 40, a substitute teacher from the Tampa Bay area, was arrested by the Pasco County Sheriff's Office for allegedly having sex with a 17-year-old boy on 10 different occasions, mostly in her car.
in Newsweek
Olha se a moda pega por cá?
Publicado por
Henrique Gomes
às
16:19
1 comentários
Etiquetas: Coisas bonitas, Educação, Internacional, Media
domingo, 9 de março de 2008
Educação e Professores
Estive ontem em Lisboa, e constatei in loco a manifestação dos professores. Independentemente de se concordar ou não com as suas razões , não é possível ignorar ou minimizar o facto de 80 a 100 mil pessoas terem estado ontem em manifestação de desagrado contra o Ministério da Educação. Pelas declarações dos porta-vozes da manifestação (Fenprof, CGTP) e de alguns dos professores ouvidos, consegui perceber aquilo que eles não querem:
- Um sistema de avaliação tal como o que foi concebido pelo gabinete do Ministério (de notar que os professores não recusam ser avaliados)
- Serem considerados como o bode expiatório de todos os males da educação em Portugal
A reforma do ensino em Portugal, pelo que me tenho apercebido pelas declarações da ministra da Educação, tem-se centrado num ponto, a meu ver importante mas não o mais prioritário: o sistema actual de carreiras está estruturado de uma forma em que um professor em início de carreira ganha muito pouco (quando comparado com um professor Finlandês, por exemplo), e um professor no topo da carreira ganha cerca de 3000 euros brutos por mês, para todos desde educadoras de infância a professores do secundário (bastante mais elevado que os congéneres finlandeses). Actualmente todos os professores conseguem chegar ao topo da carreira, independentemente das suas avaliações. Pelo que percebi, a reforma actual vai permitir que apenas ascendam a esses valores uma parte do total dos professores, que estará dependente de boas avaliações. Faz algum sentido, porque nem todos podem ser bons, já que a competência se distribui segundo uma curva normal. A introdução de avaliações e restrições à progressão nas carreiras tem a ver unicamente com a constatação pelo Ministério de que não há dinheiro para 150 mil professores poderem chegar ao topo da carreira, e não pretende ser uma forma de melhorar a educação.
No entanto começar por aqui parece-me uma acção precipitada e politicamente desastrosa. Deixo alguns dos pontos que, na minha humilde opinião, deveriam ser discutidos antes:
- Autonomia de gestão para a escolas, através da presença de um Director (nomeado/votado pelos professores, pelos pais e pelas autarquias) que responsabilizasse a escola pela contratação do seu corpo docente, acabando com a aberração que é a colocação de professores através de um sistema burocrático e centralizado, em que os não efectivos andam todos os anos com a casa às costas. O sistema actual é péssimo para os professores (cuja estabilidade ou falta dele se reflecte certamente no desempenho de funções), péssimo para as escolas (um professor que viva nas proximidades será certamente muito menos faltoso do que um que tenha os filhos, por exemplo, a 100 ou 200 km de distância) e péssimo para os alunos (que muitas vezes vêm um bom professor de quem gostavam e com quem aprendiam ser substituído no ano lectivo seguinte por um colega bastante menos competente).
- A possibilidade dos pais poderem escolher a escola em que matriculam os filhos, não estando limitados à área de residência. Isto obrigaria as escolas a terem de "competir" pelos alunos, o que as obrigaria a ser melhores.
- Maior responsabilização dos pais no processo de aprendizagem dos alunos. Não vale e pena chumbar repetidamente um aluno problemático e mantê-lo na escola sem envolver os pais na procura de soluções (por exemplo, tirá-lo do ensino geral e colocá-lo no ensino profissional).
- Criar condições de trabalho para professores e alunos dentro das escolas, para que os primeiros não tenham de ir para casa preparar aulas, fazer avaliações e desenvolver material didáctico e para que os segundos possam por exemplo fazer os trabalhos de casa com a ajuda de um professor, ou participar em actividades extracurriculares
- Acabar com o ensino para as estatísticas, com as progressões automáticas dos alunos e o nivelamento por baixo dos critérios de exigência do ensino.
Publicado por
Anónimo
às
18:17
2
comentários
domingo, 23 de dezembro de 2007
Os "mileuristas"
Passo a transcrever excertos de um texto da Dr.ª Ana Gomes na edição de hoje da revista Pública, acerca do "desencontro entre as elevadas qualificações e os salários".
"(...) São jovens com idades a rondar os 30 anos (...) cresceram sob a máxima que os estudos eram o mais eficaz meio para usufruir de uma vida adulta financeiramente desafogada.
(...) Lá completaram a formação superior, somando frequentemente à licenciatura mestrados, pós-graduações ou mesmo doutoramentos. Para engrossar ainda mais o currículo, fizeram cursos (...), formações especializadas (...) e ateliers diversos que reforçassem o seu "know how" e cultura geral. Hoje não resistem a perguntar-se: "para quê?".
(...) Os "mileuristas" estão longe do salário mínimo nacional mas também se posicionam muito aquém do conforto económico que as suas habilitações prometiam. São uma nova classe social, ensinada a aproveitar o dia-a-dia e que não quer abdicar de uma certa qualidade de vida que aprendeu a usufruir em casa dos pais. Por isso, muitas vezes adiam a saída do lar paternal, desalentados pelo elevado valor de venda das casas e pelas exorbitantes quantias do arrendamento imobiliário. Adiam igualmente a chegada de filhos, meta considerada alcançável apenas depois de atingida alguma estabilidade económica que tarda em bater à porta.
E de adiamento em adiamento, a juventude vai ficando para traz e o futuro dourado que as habilitações académicas prometiam nunca mais chega. (...) a que se somam factores como a precariedade laboral e o excesso de licenciados que o mercado de trabalho não consegue absorver. E nem o mais longínquo futuro lhes sorri, numa altura em que se multiplicam as vozes que alertam sobre a falência do Estado Previdência e a possibilidade de (...) poder vir a não usufruir das pensões de reforma a que teriam direito com base nos descontos que fazem mensalmente."
Como tudo isto me foi soando a familiar (infelizmente).
Ficam algumas sugestões que poderiam ajudar a melhorar a (nossa) situação: excelência no ensino superior, virado para o mercado empresarial; fomentação e estabelecimento de reais condições para empreendedorismo jovem, com criação de empregos e mais-valias (i.e., produtividade); alternativas de formação adequadas para quem quer entrar no mercado de trabalho mais cedo, prescindindo do ensino superior (embora arriscando-me a ser polémico, considero que este não deve ser para todos); pré-reforma dos actuais empresários de baixas qualificações e "vistas curtas" que vamos tendo no tecido empresarial português...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Gostei de ler
Este post do César David Sousa no Café Puro Arábica.
Até como contraponto à opinião dominante que tenho ouvido, que basicamente defende a adequação dos cursos às necessidades do mercado de trabalho, em cada momento. "Precisamos de Engenheiros e Técnicos? Então é isso que as Faculdades devem fornecer! Empregabilidade acima de tudo, nada de cursos inúteis!".
O grau de empregabilidade de um curso pode ser elevado no momento em que o aluno inicia o mesmo, mas nada garante que assim seja no momento em que este o acaba (em teoria, 5 anos depois). Foi exactamente o caso do meu curso: elevada empregabilidade quando iniciei Eng.ª do Ambiente, encontrei uma situação bastante mais desfavorável quando entrei no mercado de trabalho (devido a saturação e proliferação de cursos ligados ao Ambiente).
De resto as empresas e as Universidades estão normalmente de costas voltadas (excepto algumas honrosas excepções, e enquanto a mentalidade "não vou contratar um licenciado porque ganha muito dinheiro e sabe mais do que eu" continuar dominante, a situação assim irá permanecer. A menos que efectivamente se desenvolva uma mentalidade empreededora nos recém-licenciados, originando gradualmente novas empresas de sucesso, alterando esta situação.
Publicado por
Anónimo
às
14:02
1 comentários



