quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Há coisas fantásticas, não há?

Leio no Público que 95% dos professores foram classificados com Bom, Muito Bom ou Excelente. De facto só tenho duas explicações para este resultado:

1) Os nossos professores são todos fantásticos, como se pode ver pelos brilhantes resultados internacionais dos nossos alunos;

2) A realidade Portuguesa, no que toca a resultados de avaliações, é tão específica, mas tão específica, que consegue contrariar a distribuição normal (ou seja o resultado expectável)

3 comentários:

Mirador da Graça disse...

Nada impede que não seja. Qual é o desvio-padrão?

Pedro Gomes disse...

fazendo uns cálculos simples (em que assumi a classificação de insuficiente como valendo 1 e muito bom como valendo 5), tendo em conta as % de cada classificação (simplificadas) a média é de 3,1 e o desvio padrão é de 1,1. Mas para o caso não considero que seja relevante.

A anormalidade está no facto da classificação definir 95% de bons, muito bons e excelentes. Algo nos critérios da avaliação tem de estar errado. Caso contrário a maioria dos classificados teria de ter ficado com a classificação Regular. Assumo que a distribuição das capacidades do Profs não será muito diferente das outras profissões: a grande maioria é mediana - o normal - havendo depois franjas de elementos muito bons ou muito maus.

De qualquer das formas considero um bocado absurdo estes conceitos de Bom/Mau. Para mim não existem professores Bons ou Maus (até porque este é um conceito relativo), existem é professores melhores ou piores. Sendo que há tem dinheiro para pagar ordenados e pensões de reformas caso todos os professores cheguem ao topo da carreira, apenas os melhores devem ser premiados com o acesso ao topo, os piores não.

Pedro Gomes disse...

Errata: "endo que não há dinheiro "