quinta-feira, 18 de março de 2010

Prédio no Largo do Rato

O Arqt.º Manuel Aires Mateus merece-me todo o respeito. Contudo, não consigo perceber como é que lhe passa pela cabeça que, tendo criado um edifício extremamente bonito, cujo fim não é habitação (e já agora, com uma envolvente específica),

Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide. Prémio Valmor 2002


Se julgue no direito a repetir o molde, projectando este mono para o Largo do Rato, já de si um dos locais urbanisticamente mais maltratados da cidade de Lisboa...

Proposta de imóvel projectado por Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina para o Largo do Rato

Pearl Jam - Just Breathe (Live at Austin City Limits)

Para ouvir em repeat até ao dia 10 de Julho ;)



Roubado daqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Não é fácil.

Há uns dias foi publicada no Diário Digital uma notícia acerca da criação de um portal exclusivamente vocacionado para a publicação de notícias positivas:

O portal BoasNotícias.pt, com cariz informativo, vai estar online a partir desta segunda-feira e terá como elemento diferenciador o facto de se debruçar somente sobre notícias de conteúdo positivo.
O site visa contrariar «a corrente de informação negativa que predomina nos meios de comunicação social», reafirmando que, diariamente, «há acontecimentos positivos que merecem ser destacados com rigor, qualidade e isenção», segundo o divulgado em comunicado.



Tendo em conta que hoje (dia 17/3) o site continua assim,


Concluo que não deve ter havido qualquer boa notícia nos últimos 2 dias :)

Actualização: Os autores do site devem ter cá vindo visitar-nos, pois entretanto o portal já se encontra em funcionamento.

terça-feira, 16 de março de 2010

Começa já daqui a pouco


Às 23h20, no AXN.

segunda-feira, 15 de março de 2010

La Traviata...

De Giuseppe Verdi, pela Ópera Estatal Russa de Rostov
Local: Coliseu dos Recreios
Data: Domingo, 14 de Março de 2010


Apesar da acústica do Coliseu estar longe de favorecer uma ópera, alguns momentos deixaram-me com os cabelos da nuca arrepiados e o coração a bater mais rápido!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ora nem mais

Uma das primeiras palavras de ordem de que me lembro, de miúda, é "os ricos que paguem a crise". Nos últimos dias tenho ouvido com mais frequência "a classe média que pague a crise". E está mal. Quem tem de pagar a crise são os chico-espertos, sejam eles ricos, classe média, remediados ou pobres.


Eu explico. Quem tem de pagar a crise é o caramelo que em vez de se pré-reformar negoceia com a empresa uma saída (com indemnização), e depois vai receber o subsídio de desemprego, enquanto espera pelo prazo da reforma. Este gajo vai a entrevistas de emprego (que não quer), porque a isso é obrigado pelo centro de emprego. Não só anda a chular o estado (portanto, nós todos), como anda a fazer perder o tempo a recursos que deveriam estar ocupados com coisas mais produtivas e construtivas.


Quem tem de pagar a crise é a cabra que tem o exacto número de filhos que lhe garanta a subsistência com base no abono de família e de outros incentivos à natalidade, enquanto o marido (marido não, que se forem casados o esquema não funciona), o "pai dos filhos" usufrui do rendimento mínimo. E não fazem um boi, porque não querem.


Quem tem de pagar a crise é a senhora que é fraca dos nervos, e que está de baixa há 10 anos (enquanto vai fazendo a sua vidinha de reformada), e que no dia em que se pode reformar, deixa o trabalho (onde não ia há 10 anos e onde provavelmente já não a conhecem nem se lembram dela) e reforma-se e continua a fazer a mesma vidinha.


Quem tem de pagar a crise é o gajo que manda fechar a varanda e que paga em dinheiro, sem recibo, para ser mais barato, sem IVA.


Quem tem de pagar a crise é a besta que recebe dinheiro através de manigâncias e engenharias financeiras, para que os rendimentos não sejam apanhados no "radar".


Quem tem de pagar a crise é o gajo que recebe uma pipa de massa, mas como é dono da empresa, declara o salário mínimo.


E os exemplos podiam continuar, o português é um povo de chico-espertos, cheio de recursos, desenrascados, e eu tenho para mim que deviam ser estes a pagar a crise.


Não deviam ser os tansos que fazem a coisa não só de acordo com as regras, mas de acordo com a sua consciência.


E não me venham com as tretas das generalizações. Há-de haver muita gente a receber o rendimento mínimo que precisa de facto dele, e por cada exemplo negativo que dei, hão-de existir muitos no sentido inverso, mas a verdade é que toda a gente conhece casos deste tipo, que estão tão generalizados que já nem se estranham.


Mas, como sempre. quem vai pagar a crise, são os tansos. Os da mama, vão continuar a mamar.

Maria João, no Jonasnuts

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pois. É mais ou menos isto.

Uma pessoa marca lugar na cervejaria do costume, em Alvalade, e senta-se já com o 1-0 marcado por um coxo chamado Bendtner. Com isto, as chamuças já vêm frias. Imperial atrás de imperial, golo atrás de golo. Imperdível, até eu e o Rui pedirmos a garrafa de Bushmills (minto: as garrafas, cada um a sua). Como o Nuno André Coelho não é trinco mas foi posto a trinco, tem de vir fazer o serviço dos centrais, dois bolbos traumatizados que têm dificuldade em mover-se, cada um deles responsável por seu golo. Ficamos sem trinco e continuamos sem centrais (no jogo com o Sporting, os centrais também estavam com fungos nas chuteiras). Há então um simpático cavalheiro de Torres Vedras que me pergunta, enquanto me relembra o FCPorto-Torreense no carnaval de 1999: «E qual o melhor lugar do Hulk?» Respondo como de costume: «No banco. Pelo menos durante 60 minutos e depois logo se vê.» Ali está ele, Hulk, uma espécie de halterofilista estrábico do Barco do Amor, a arrastar-se no convés, correndo atrás de um cozinheiro anão. O Micael está em baixo, ao nível de uma couve roxa cilindrada. Jesualdo acena que não, move o pescoço (um dia apanhará os tiques do Izmailov, com a desvantagem de não marcar golos). Falcao fez-me levantar duas vezes, menos de metade das vezes que Fucile me fez fechar os olhos, que só abri porque Helton estava entre os postes, e olha lá.
No fim (o fim, mesmo, foi a entrada de Guarín, o barbeiro exilado, e de Mariano, o empregado de mesa do Tortoni — e vocês perguntam «e quem querias tu que entrasse?», e eu digo «queria que entrasse o Cubillas, e talvez o Quaresma, e até o André, ou o Alenichev, ou em desespero o Emerson, com o Drulovic na esquerda, para não ir mais longe»), mas no fim, ia eu a dizer, parece que Jesualdo falou com ar de catedrático em sabática, como se tivesse sido desconsiderado pelo Arsenal. A televisão estava sem som mas deu para perceber que não apresentou a demissão porque um homem é um homem é um homem, nem — como os antigos — se atirou ao chão a rasgar o anoraque. Recebi uma mensagem a dizer «puta que os pariu», era o que me apetecia dizer e percebo, pelos rodapés da SporTV, que o Micael-couve-roxa e o Meireles-alface-Batávia falam de não sei quê e levantar a cabeça, e assim, dar a volta por cima. Mas eu acho que daí até ao fim ainda vamos dar a volta por baixo. Isto lembra-me qualquer coisa. Não estou desanimado, longe disso, mas isto lembra-me qualquer coisa. Razão tinha o outro, «que ganhe o pior», mas nem assim.

Francisco José Viegas, n'A origem das espécies.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Estatísticas

quinta-feira, 4 de março de 2010

Uma novidade

Um influente académico muçulmano emitiu uma fatwa... Contra o terrorismo e os atentados suicidas. Tomara que outros lhe sigam o exemplo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cidadania e Desenvolvimento, na primeira pessoa




Excerto de um vídeo que será apresentado pelo IPAD no âmbito da próxima edicção d' Os Dias do Desenvolvimento.