A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se «não é bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem», a propósito da reforma do sistema de justiça.
Teixeira dos Santos é considerado pelo jornal britânico Financial Times como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da UE analisados, com base no fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu.
(Ambas via DD)
PS - No caso deste último até nem concordo nada... comentários? opiniões?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Os piores de hoje
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Henrique Gomes
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20:29
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Etiquetas: Coisas bonitas, Economia, Política
Google monitoriza gripe nos EUA
Interessante! Nunca tinha pensado no potencial que este tipo de dados poderia ter!!A Google, empresa proprietária do motor de busca mais popular na Internet, lançou uma ferramenta para rastrear os surtos de gripe nos EUA. O 'Google Flu Trends' utiliza os resultados das pesquisas online sobre esta doença e, segundo a empresa, pode apresentar dados e estimativas com duas semanas de antecedência em relação aos métodos tradicionais de monitorização.
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Sara SC
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13:02
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Talons
Terceiro single do último álbum dos Bloc Party, Intimacy.
And in the dark it comes for me
Malevolent and without thought
Uprooting trees, destroying cars
Cold and relentless with arms outstretched
No boat nor brick
Nor crucifix can hold it back
I've been wicked
I've been arrogant
And when it comes it will feel like a kiss
(Silent about it)
And when it comes it will feel like a kiss
And I cannot say that I was not warned or was misled
And when it comes it will feel like a kiss
Awaken from dreams of drunken car crashes
You saddened my friends and claimed all my lovers
I tried to stay still, so it will not see
Its talons rake the side of my face
When did you become such a slut?
And when it comes it will feel like a kiss
(Silent about it)
And when it comes it will feel like a kiss
And I cannot say that I was not warned or was misled
And when it comes it will feel like a kiss
And I didn't think I'd catch fire when I held my hand to the flame
And I didn't think it would catch up as fast as I could have run
Fate came a knocking when I was looking the other way
A new disease came in the post for me today
And when it comes it will feel like a kiss
And when it comes it will feel like a kiss
And when it comes, and when it comes, and when it comes
And when it comes it will feel like a kiss
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Sara SC
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01:17
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Etiquetas: Música
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
E se Obama fosse africano?
Muito interessante este texto de Mia Couto, originalmente publicado no jornal Savana de Maputo, a 14 de Novembro de 2008, e retirado daqui.
E se Obama fosse africano?
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”. Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um “não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
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Sara SC
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12:22
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Etiquetas: Internacional, Mundo, Opinões, Política
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Memórias de infância (II)
A pedido de várias famílias, aqui vão mais algumas memórias:
Só falta mesmo a Ana dos Cabelos Ruivos... mas infelizmente não consegui encontrar uma versão que pudesse "embeber" aqui.
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Anónimo
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16:48
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Etiquetas: Coisas bonitas
Estes gauleses estão doidos
Depois deste post do Pedro Gomes, parece a moda de Fafe sofreu um "upgrade" em Lisboa: para além dos ovos, desta vez também foram lançados pepinos e tomates, qual festa da Tomatina de Buñol... 
O meu querido Obélix atirava menires aos romanos... será que os nossos alunos não se lembram desta?
Mas anda tudo doido? O aluno é o centro do sistema educativo e é nele que as políticas se têm de centrar, mas será que +e assim que vamos lá?
Publicado por
Henrique Gomes
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10:51
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Etiquetas: Coisas bonitas, Educação, País, Pessoal
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Agradecimentos ao "O PROPRIO DESTRIBUIDOR DE APITOS"
Estou atolado de trabalho por isso vou ser curto. O Pedro alertou-me para uma resposta a um post meu e depois de a ler resolvi copiá-la para ela não ficar refundida. De facto, acho que merece ser partilhada com o mundo. O Sr. "O PROPRIO DESTRIBUIDOR DE APITOS" veio tirar todas as dúvidas que eu podia ter, iluminando-me com a seu poder argumentativo brilhante e uma dialéctica perfeita. Obrigado, não sei o que faria sem este seu comentário.
"Anónimo disse...
bom dia ... eu sou um lisboeta e gosto mesmo de lisboa desde o bairro ate alfama alcantara á mouraria benfica ou lumiar... mas gosto de tudo como é... com os poucos electicos ... com as noites longas com o nascer do sol á beira rio... coisa ke nao conseguimos ter na maior parte dos paises ke referenciaram... mas o bairro alto é o ke é e no ke se tornou... e o mais feio disto tudo.... é o ke esta aki em causa sao intresses imobiliarios e nao uma legitima preocupaçao com as pessoas ke la moram ... porke essses ja sabem com o que contam e ja estao habitiados... nao gostam do protesto nos arranjamos outro... meus amigos isto é tudo uma farça e tentem se abstrair da areia ke vos mandam pros olhos... deixem se conersa fiada... isto tudo é dinheiro ...e o controle ke se pode ter sobre os cidadaos sobre as suas escolhas e direitos... ass:O PROPRIO DESTRIBUIDOR DE APITOS
13 de Novembro de 2008 15:50"
PS:Verdade seja dita sinto-me mais burro só de ter lido esta resposta, apesar de me ter animado o dia:)
PPS:Não corrigi porque me parece incorrecto. Seria um grave acto de censura (ou misericórdia para o Mundo) que retiraria toda a vitalidade a este brilhante texto.
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Teco
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16:11
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Jantar de Beneficência Projecto Ser Humano - 5 de Dezembro
Morada: Academia Militar de Lisboa | Rua Gomes Freire | 1169-203 – Lisboa
A academia disponibiliza espaço para estacionamento automóvel.
Programa
20h00 – Cocktail de Boas Vindas
Apresentação do Projecto Ser Humano
21h00 – Jantar
22h30 – Concerto do músico Tiago Bettencourt
Exposição de obras dos artistas José Rodrigues, Henrique Silva, Jaime Silva, António Cruz e Sílvia Caroço.
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Henrique Gomes
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10:46
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Etiquetas: Causas, Divulgação



