quarta-feira, 29 de julho de 2009

A morte e as amizades

É engraçado depois de morrermos adquirimos 1000 novos melhores amigos para quem somos super importantes e que elogiam tanto a nossa vida e a relação que mantinham connosco. O mais estranho é quando durante a vida se organiza um jantar de anos e só aparecem dois amigos. Quando estamos na merda e a precisar de apoio só lá vão ter dois amigos.
Pulhas tenham respeito e sejam honestos, a amizade não é o ir tomar café todos os dias para falar do tempo. A Amizade é estar lá quando a pessoa precisa de desabafar, saber aconselhar e deixar-se ser aconselhado. Não digo que não mandem as condolências mas sejam honestos, por favor. Não concorro com ninguém pela amizade das pessoas, cada um dá e recebe aquilo que quer. Mas abomino a falta de honestidade intelectual em particular quando a pessoa já não se pode defender.
Eu tenho muita sorte nos Amigos que escolhi porque nunca me falharam mas sei que nem sempre é assim. Para aquelas pessoas que sabem quem são um abraço.

3 comentários:

Pedro Gomes disse...

Sábias palavras.

Inês disse...

Encontrei este blog por acaso, quer dizer, não foi bem por acaso... Sabes, conhecia o Pedro há muitos anos... provavelmente desde criança. Não seria talvez a primeira pessoa a quem ligasse para contar alguma boa notícia ou para pedir algum conselho, até porque nem tínhamos essa proximidade. No entanto, era daquelas pessoas que fazem parte
da nossa vida mesmo sem nos darmos conta... Via-o quase todas as semanas... falávamos sempre um pouco de qualquer coisa... Agora apenas sinto uma enorme tristeza por saber que não o encontrarei mais...

Diogo Cordeiro disse...

Bom dia,

Pelo que percebo conheceu o Pedro.

Criei ontem um blog em sua homenagem, com o intuito de vir a escrever um livro sobre a sua história.

http://pedrozenoglio.wordpress.com