quarta-feira, 5 de março de 2008

Ainda o cemitério de Carnide

Como já tinha abordado aqui, a deficiente concepção do cemitério de Carnide é um problema com vários anos, e de solução difícil. Parece que os técnicos do LNEC chegaram à conclusão que não se vai lá com operações cosméticas e intervenções pontuais, e que o problema de fundo só fica resolvido com a substituição do solo argiloso que actualmente existe, por terrenos mais arenosos e porosos. Obviamente que isto implica a exumação dos 7 mil corpos que estão actualmente lá enterrados, com custos monetários e sociais que não são de desprezar e que se adicionam aos 10 milhões de € que a obra custou inicialmente.

O que é curioso é que nem sequer se ouve uma palavra da C.M.L. acerca das responsabilidades do construtor da obra... O que será que mantém a Câmara de Lisboa tão circunspecta sobre este assunto? Achará que todo este imbróglio não é motivo para uma indemnização?

2 comentários:

ushuaia disse...

Construtor da obra?
Responsavel é a câmara de Lisboa que sem conhecimento empírico (observação como os antigos)ou cientifico mandou construir o cemiterio em local impróprio. E ainda não satisfeita com a obra quando o obvio foi impossivel de ignorar fingiu que nada se passava.
Sabe o que são rabos de palha?
Casinos,submarinos,apitos... cemiterios... ...

Pedro Gomes disse...

A Câmara tinha conhecimento que os terrenos eram impróprios, bem como o construtor que na altura se comprometeu a transferir para o local terrenos mais arenosos provenientes da zona de Almada, para aumentar a porosidade da mistura.

Resta saber porque é que isto não foi efectivamente levado a cabo. Mais mais não posso dizer...