quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Cai um elefante branco, ou triste estado de coisas?

A Livraria Byblos, a maior do país, inaugurada há um ano em Lisboa, apresentou um processo de insolvência.

Agora fiquei com pena de não chegar a ter lá ido, fiquei eu e os accionistas com certeza... Não sei como explicar isto, aparentemente Américo Areal esperava facturar 10 milhões de euros (!?) anualmente com a livraria, com um sistema de identificação único no Mundo e que custou 4 milhões de euros...

Estou triste, mas não sei porquê não deixo de ter aquele sentimento de "até já estávamos à espera.."

4 comentários:

Sara SC disse...

Ora nem mais...por muito que fique triste com este tipo de notícias, não posso dizer que fique propriamente surpresa!!
Só gostaria de saber quais foram os estudos de mercado que elevaram tão alto as expectativas de Américo Areal, que afinal n é propriamente um novato neste mundo de editores e livreiros...mas enfim!

Pedro Gomes disse...

O mundo dos negócios tem destas coisas. Nem sempre o melhor negócio é o que sobrevive, mas sim o que os clientes escolhem.

Fui lá apenas uma vez e fiquei com pouca vontade de repetir. De facto, a opção por instalar a Byblos naquele local específico foi pouco menos que catastrófica: não é um local de passagem, não tem metropolitano nas proximidades (os autocarros infelizmente não contam) e era um espaço manifestamente grande (3.300 m2 e meia dúzia de clientes!) e frio (nesse aspecto, qualquer FNAC consegue ser mais acolhedora).

Caso pretendam um restyling, podem procurar inspiração aqui :)

http://bibliotecariodebabel.com/geral/uma-livraria-divina/

Pedro Gomes disse...

PS - Não tenho a certeza que o tal "sistema de identificação mais avançado do mundo" tenha alguma vez funcionado a 100%...

Henrique Gomes disse...

Segundo Américo Areal, as dificuldades estiveram na captação de novos accionistas e a concretização dos financiamentos - consequências da crise que vivemos, num projecto que, passo a citar, "mereceu o interesse (...) de livreiros norte-americanos, alemães, brasileiros, eslovenos, espanhóis, franceses, finlandeses, holandeses, ingleses, e italianos, mas que em Portugal não singrou."